terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pensamento de hoje

Você não é a mesma, amiga.

Eu não sou a mesma, também.


Confesso que acreditava que era de propósito o seu súbito desaparecimento. Esse desaparecimento que ocorreu durante todo o ano, no qual eu posso contar nos dedos de uma mão todas as vezes em que eu te vi.Eu percebi,na verdade, que não foi de propósito. Não foi por gostar menos de mim, não foi por birra e nem foi por nenhum outro motivo idiota que na época eu pensei. Hoje me dei conta que a culpa, se é que posso usar esse nome, é inteiramente do Tempo

Esse fator nos fez adultas rápido de mais. Apesar de sempre termos nos considerado maduras, hoje eu posso dizer que somos muito mais do que naqueles dias. E o Tempo é cruel, pois ele não nos mostra que está nos mudando,não dá indícios até ser tarde demais e de repente só nos sobra uma nostalgia tão grande que percebemos, então, que algo está faltando.

O algo que faltava era o nosso frescor da juventude. O nosso querer ter amigos e viver em função deles.Trocar família por amigos, querer estar sempre perto e não se conformar se isso não acontecer.

Não somos mais assim, somos? Àqueles foram os nossos anos incríveis. Todos passamos por isso e fomos felizes, mas de repente acontece o inevitável e nos perdemos nas estradas da vida. Não é por amar menos, é por ter necessidades diferentes, problemas diferentes, destinos diferentes. É pelo emprego transformar nossas almas em almas capitalistas, é por não ter mais tempo, é por construirmos barreiras que nos mantém separadas. Então, finalmente, o nosso amor se torna diferente. Não menor, não maior, mas diferente. E são tantos anos juntas que isso nos deixa mal, mas a culpa não é nossa. Nós crescemos, baby; Nós aprendemos que todos nascem e morrem sozinhos e não importa a quantia de amigos que você tenha esse fato nunca muda.


Eu amo você.