quinta-feira, 23 de junho de 2011

amor.



Para o Zé
Adélia Prado
Eu te amo, homem, hoje como
toda vida quis e não sabia,
eu que já amava de extremoso amor
o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos
de bordado, onde tem
o desenho cômico de um peixe — os
lábios carnudos como os de uma negra.
Divago, quando o que quero é só dizer
te amo. Teço as curvas, as mistas
e as quebradas, industriosa como abelha,
alegrinha como florinha amarela, desejando
as finuras, violoncelo, violino, menestrel
e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito
pra escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo
o teu coração, o que é, a carne de que é feito,
amo sua matéria, fauna e flora,
seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas
perdidas nas casas que habitamos, os fios
de tua barba. Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo
pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto:
“Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas
o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não
ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros”.
Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama
fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.
Te alinho junto das coisas que falam
uma coisa só: Deus é amor. Você me espicaça como
o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me guarnece,
tira de mim o ar desnudo, me faz bonita
de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega,
me dá um filho, comida, enche minhas mãos.
Eu te amo, homem, exatamente como amo o que
acontece quando escuto oboé. Meu coração vai desdobrando
os panos, se alargando aquecido, dando
a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.
Amo até a barata, quando descubro que assim te amo,
o que não queria dizer amo também, o piolho. Assim,
te amo do modo mais natural, vero-romântico,
homem meu, particular homem universal.
Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.
Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos,
a luz na cabeceira, o abajur de prata;
como criada ama, vou te amar, o delicioso amor:
com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso,
me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta dele
eu beijo.




aiai

L.

Não sei o que dizer sobre o dia de hoje... Mas eu juro que assim que eu souber o que dizer, eu venho aqui e escrevo o post mais bizarro desse blog.


Posso lhe adiantar que estou muito muito MUITO feliz. Tão feliz que não posso nem descrever direito o que eu sinto.
=D


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Já sinto sua falta


Querida, lembro-me que quando nos conhecemos eu não ia muito com a sua cara. Te achava bonita demais para ser legal e um tanto quanto esnobe. Alimentei meu sentimento de apatia por você, até que de uma hora pra outra, por meio de algum assunto que nem me lembro agora, começamos a conversar e rir E RIR E RIR E RIR.
Já faz uns três anos que nos conhecemos e hoje posso dizer que te considero uma pessoa linda... meus conceitos mudaram todos, você é uma amiga muito querida e todas as vezes que nos vemos, que nos falamos, você alegra meu dia. Continuamos rindo por qualquer bobagem, ouvindo músicas em seu carro bonito, nos nossos passeios. Continuamos conversando com a sua "hipopotoma" de pelúcia, a Glória. Você ainda ouve as minhas histórias caóticas de amor e eu ouço sobre seu 'último romance' que mais parece um conto de fadas.
Nossa amizade se fortaleceu e hoje te considero muitíssimo, de modo que é com uma alegria agridoce que falo sobre a viagem que você fará daqui a alguns dias. Poxa, Let, vou sentir saudades suas! Sei que serão apenas algumas semanas, mas mesmo assim ficarei com o coração na mão por esse tempo sem falar com você. Saberei que você estará se divertindo, CURTINDO ADOIDADA, mas rezarei todas as noites para que você volte bem para todos nós aqui do Brasil que te adoramos tanto.
Sei que você tem esse seu instinto aventureira e que nada nem ninguém te segura quando você decide fazer alguma coisa e essa é uma das qualidades que eu mais admiro em você, portanto sinto mais felicidade do que tristeza hoje ao te desejar boa sorte. Você merece tudo de bom que acontece na sua vida e eu estarei aqui, esperando você voltar para dividir todas as suas experiências FANTÁSTICAS em Cambridge.

Te adoro muito!

domingo, 19 de junho de 2011

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim



Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir!(Los Hermanos)