domingo, 27 de janeiro de 2013

universo pregando peças

Eu tenho tudo memorizado. Tenho as datas, as palavras ditas, as músicas ouvidas, os sentimentos sentidos. Já se passaram  mais de trezentos e sessenta e cinco dias dessa ânsia e, de certa forma, obsessão por alguém.

"acho que nunca deu certo porque não era pra ser..."

Eu sei, bonito. Eu sei bem! Confesso que gostaria de dizer um adeus sincero, mas...

sábado, 19 de janeiro de 2013

i've been waiting for a guide to come and take me by the hand

É só uma sensação de não estar pronta para o que o mundo espera de mim. Eu não quero reclamar, mas o sentido acabou, o motivo acabou, as frágeis linhas que me prendiam à esperança acabaram e não me resta nada.
Não há perspectiva. Não sinto vontade de beber uma cerveja gelada num bar, de dançar novos baianos em algum boteco, de ter uma família, de ter filhos, de ter uma casa, de ter amigos, de ler livros, de ir a shows, de discutir, de trepar, de vomitar...Eu ultimamente não quero nem mais chorar.


As vertigens continuam, o remédio me causa euforia e um pouco de depressão, a alegria foi embora e o remédio... ah o remédio...



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dear Prudence...





 won't you come out to play
Dear Prudence, greet the brand new day
The sun is up, the sky is blue
It's beautiful and so are you
Dear Prudence won't you come out and play?





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

You look so tired and unhappy

Ataques de melancolia têm que parar. Na sexta, eu desejei morrer e no sábado eu quase morri. Enquanto meu coração parava, enquanto tudo desaparecia eu tive tanto medo.
Enquanto alguns se apressavam no corredor para me ajudar, naquele milésimo de segundo, eu vi o rosto de algumas pessoas na minha cabeça e eu as vi sorrindo. E foi triste, foi triste pensar em não me despedir.

Eu nunca vou ter o suficiente delas, eu nunca vou ter o suficiente de tudo isso, eu nunca vou saber me despedir.

estou sufocando.

This is my final fit, my final bellyache with





sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O princípio do fim

A raiva não me faz pensar com o cérebro. Ela me faz pensar com a língua, com as mãos fechadas, com o coração apertado.






Eu esperava que as pessoas demorassem um pouquinho mais para se vender, vender seus ideais e suas paixões. Eu esperava que isso fosse acontecer daqui uns vinte anos, eu esperava ter mais tempo com cada uma. Mais uma vez, porém, o destino me dá a sua rasteira e o fim se apresenta muito rápido.


rápido, rápido, rápido. Foi, foi embora.