quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A pequena Jean

A pequena Jean colocou o cd que Theodoro havia feito para ela no seu radio e se encolheu ao som de Carla Bruni.
Lágrimas as vezes parecem tão pesadas enquanto estão nos olhos...Uma gota, duas gotas, três gotas...
Descalça a dor nos pés diminuía muito! Suas unhas dos pés estavam pintadas de verde escuro cintilante e o das mãos estava pintado de azul escuro.
Seu quarto tinha uma parede amarela e as outras paredes eram cor de abóbora... Seu tapete tinha desenhos infantis e em seu espelho ela gostava de grudar algumas fotos. Dois meses antes ela tinha feito um desenho de Theodoro e ele estava ao lado de uma foto sua, ambas grudadas no espelho.
Jean se encolheu mais e chorou mais um pouquinho.

Três meses antes

Jean estava sentada na frente de seu apartamento esperando ele sair. Eles haviam combinado que naquele sábado iriam andar de bicicleta pela cidade, mas havia acontecido algum acidente com Theodoro e ele mal podia andar.
Com muletas ele apareceu a seu lado e lhe deu um beijinho na bochecha.
__Nossos planos falharam, pequena Jean!
Jean deu um sorrisinho para ele e lhe perguntou de seu pé que estava engessado. Um pouco desajeitado ele se sentou ao seu lado e contou algumas bobagens a ela.
Os ombros deles se tocavam e quando os olhares se encontravam aparecia uma sensação esquisita no estômago de ambos.
__Nós poderíamos tentar dançar, Theodoro! Aposto que você é um ótimo pé de valsa.
Theodoro lhe cutucou amigavelmente a costela e lhe chamou de “engraçadinha
__Quer entrar?
Jean suspirou:
__Posso?
__Claro que sim, mas dê uma mão para seu amigo quase paralitico, por favor.
Ela o ajudou a entrar no elevador e sair do elevador. Ele abriu a porta do apartamento e fez um gesto galante para ela entrar primeiro.
Era obviamente um apartamento de homem. Um quarto pequeno, uma cozinha pequena, muita louça para lavar e um banheiro.
No quarto havia uma janela bem grande que entrava a luz do Sol e dava uma aparência sadia para todo o apartamento. Um violão no chão, meio jogado. Um guarda roupa e uma cama grande de casal.
__Fica a vontade, por favor... Posso te oferecer alguma coisa?
Jean agradeceu dizendo que não e ele pareceu meio desapontado.

E lindo.

__Tenho uma garrafa de rum, quer?
Jean anuiu e ele sorriu, ela se sentou na beirada de sua cama e ele a chamou na cozinha para ajudá-lo com os copos.
Sentaram-se na cama. Theodoro com a garrafa nas mãos preenchendo os copos assim que eles ficavam vazios.

Rum era doce... Nos lábios dele deveria ser ainda mais doce.

Sem se dar conta ambos já estavam deitados e bêbados, um ao lado do outro. Theodoro começou a fumar e Jean reclamou, pois odiava o cheiro do cigarro. Ele apenas sorriu para ela, a achando hilária.
Jean descansou a cabeça no ombro dele enquanto Theodoro fumava e bebia.
__Se seu pai descobrir que você esta assim comigo ele me dá um tiro.__disse ele
Jean deu de ombros e se aconchegou mais ainda em seu ombro:
__Aquele bêbado maldito!
Theodoro riu de seus termos pouco elogiosos e ela lhe deu um beijinho no rosto.
__Você também está bêbada, minha pequena.
Jean sorriu. Não estava bêbada...Não muito.
__Mas eu não bato em ninguém quando estou bêbada.
Theodoro ficou um pouco tenso:
__Ele bate em você?
__Às vezes.
O mais impressionante na confissão de Jean não era o fato de apanhar de seu pai ‘as vezes’. O mais impressionante era a inflexibilidade de sua voz ao contar tal fato. Com tanta naturalidade como se falasse do tempo.
Foi a vez de Theodoro praguejar:
__Maldito.
Jean completamente embriagada colocou o indicador sobre os lábios dele e fez um “shhhhh”.Theodoro deu um beijinho em seu dedo.
Jean sentiu o coração na garganta
__Seu pai não deveria bater em você.__A voz dele estava arrastada, ele também não estava completamente são.
__Eu não me importo mais.
__Eu me importo Jeeeean.
Jean se levantou e sentiu sua cabeça rodando
__Uou.
Ela caiu deitada na cama novamente e ambos caíram na risada. Beberam até a garrafa ficar vazia.
__Meu Deus, estou vendo tudo rodar__explicou Jean
Theodoro a abraçou muito forte e falou qualquer coisa que ela não conseguiu entender. Logo em seguida ele puxou seu rosto para cima e lhe beijou a ponta do nariz. Com sua voz embriagada disse:
__Você é tão bonita, tão bonita, que me parece um doce.
Jean bêbada balançou a cabeça e disse:
__Não, você que é lindo. Você é o homem mais lindo que já vi!
Jean então foi lhe dar um beijinho carinhoso na ponta do nariz, mas como ambos estavam bêbados e com vertigens, o beijo foi na boca.

E ela realmente comprovou que o rum nos lábios dele era ainda mais doce.

Uma pena que em seguida ambos dormiram, mais pena ainda foi o fato de que quando Jean acordou, as onze horas da noite, ela não se lembrava de quase nada, incluindo o beijo.
Theodoro fez café forte para ambos e depois Jean foi embora ainda com a cabeça tonta e os pensamentos atordoados.

Felizmente Theodoro tinha tanta experiência com bebidas e com bebedeiras que já não se esquecia mais do que fazia enquanto estava bêbado, diferente de Jean.

Sim, Theodoro não se esqueceu do beijo, mas como Jean não disse nada sobre isso, ele resolveu fingir também que nada tinha acontecido.Interpretando de maneira errada o silencio dela.

Alguem como você

Você me tem quando quiser

posso ser sua amiga, posso ser sua namorada de mentirinha, posso te beijar e posso enroscar meu braço direito no seu braço esquerdo
Eu peço sua blusa pois está frio, você me conta toda sua vida, você me conta todos seus casos de amor, você me abraça, me beija e diz que me ama.

Eu aceito você, eu respeito você, eu digo a você quem eu sou e eu conto cada pensamento que surge na minha mente...Na verdade eu nunca fui tão sincera com ninguém como eu sou com você.

Eu não tenho medo de te perder, eu não procuro te amarrar a mim e eu sei que você é de todo mundo que te ama do mesmo modo que não é de ninguém.

Com você eu desfruto da liberdade do ser humano, das escolhas mais perigosas e você me libertou de todas as minhas correntes.Você tirou de mim tudo aquilo que eu sentia que era errado, você me mostrou que todos somos movidos a sentimento e francamente, você é lindo!

Você não é meu namorado, você não é meu amigo, você não é meu irmão...Penso as vezes que você é outra parte de mim. Você faz tudo o que eu quero fazer e você é tudo o que eu queria ser.

Hoje eu sinto que te amo com todo meu coração e eu sei que você é como uma ave e eu não posso te forçar a ficar, você tem que voar, alegrar e mostrar tudo o que você me mostrou a outras pessoas...Você é minha Amelie Poulain versão menino, você é o que eu buscava durante tanto tempo e que eu finalmente achei

Um pedacinho meu é seu, da mesma forma que um pedacinho seu é meu.

O meu melhor 'alguém'

sábado, 26 de setembro de 2009

O começo

Jean andava em uma rua muito movimentada, as luzes flutuavam por cima de sua cabeça e seus pés andavam rápido e doíam horrivelmente.
Ela tinha um papel dobrado quatro vezes no bolso e nos olhos Jean tinha um brilho típico de menina quando se está próxima de se tornar uma mulher.
Ela atravessou a rua correndo, seus pés protestavam debilmente e para distrair a atenção da dor, ela imaginou o que estava prestes a fazer e imaginou as conseqüências disso...
Jean sentiu o coração na garganta, e não apenas pela corrida que fazia, mas pelo mero pensamento de estar nos braços dele.
Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Ele.

Seis meses antes.


Quando chove você não espera encontrar garotas bonitas sentadas no banco de uma praça no meio do nada, olhando para o nada e não se importando com nada.
Os cabelos da garota bonita estavam empapados e escorregavam pelos seus ombros enquanto seus olhos encaravam a vida.
Ela estava começando a congelar e apesar do desconforto que isso causava, não deveria ser pior do que tudo o que ela estava passando.
Morrer congelada naquele momento pareceu a ela uma morte muito digna.
Seus braços protegeram seu rosto das gotas brutais que desciam do céu e machucavam sua pele.
Uma musica triste entrou em sua cabeça e ela pensou que aquele era o final, que a qualquer momento a existência dela chegaria ao fim. Um soluço ficou preso em sua garganta e ela se impediu de chorar. Fechou os olhos.
Perdeu a noção do tempo.
Percebeu a presença de alguém próximo e de um jeito bem preguiçoso abriu os olhos se perguntando quem seria o miserável a interromper aquele momento de reflexão de sua vida
Era um imenso guarda-chuva vermelho e embaixo dele havia um homem a encarando sem nenhuma expressão que ela pudesse decifrar.
__Você está bem?
__Sim.
Ele deu um sorriso divertido para a garota bonita:
__Bom, penso que parece perdida.
__Mas estou bem!
Ele ficou olhando para ela durante alguns segundos a achando completamente louca.
__Quer um cigarro?
A garota bonita o olhou como se ele houvesse acabado de chutar um filhotinho de gato.
__Não fumo.
Ele então se sentou ao seu lado sem nem ao menos pedir licença e ela se sentiu incomodada e amedrontada com sua proximidade.
__Tenho vinho na bolsa, quer?
__Eu estou bem, não se preocupe.
Ele olhou para aquele rosto frágil de boneca e disse:
__Você está com os lábios azuis... Penso que seria bom tomar alguma coisa que aqueça seu sangue.
Garota bonita se deu conta que seu corpo estava até mesmo dormente devido ao frio:
__Ok... Aceito o vinho.
Ele sorriu para ela e abriu a mochila que carregava tirando de lá uma garrafa de um vinho de aparência barata.
Garota bonita tomou direto do gargalo e ele se aproximou ainda mais dela guardando seu corpo com o guarda-chuva vermelho.
__Sou Theodoro, a propósito!
Garota bonita disse:
__Sou Jean.
__Você costuma sentar em praças enquanto o mundo desaba?
__Não.
Theodoro respirou fundo e ela o encarou. Ele parecia ter quase trinta anos o que o fazia uns dez anos mais velho que ela e tinha um nariz grande porem extremamente charmoso. Seus olhos eram perigosos e castanhos, talvez amáveis, talvez quentes. O cabelo estava um pouco úmido e era muito desorganizado, como se tivesse acabado de acordar.
Jean voltou a atenção para o nada a sua frente e eles ficaram em silencio, um ao lado do outro até a chuva acabar e se tornar uma garoa desconfortável. Dividiram um guarda-chuva vermelho sentados em um banco envernizado recentemente como se fossem velhos conhecidos, como se sempre houvessem feito coisas assim.
__Você deveria ir para a casa, pequena Jean... Suas roupas estão ensopadas, acho que você pode pegar uma pneumonia se continuar assim.
Ela o encarou com seus olhos azuis opacos e sussurrou:
__Talvez eu seja uma sem teto, talvez eu não tenha uma casa.
Theodoro a encarou e sua boca se entortou em um divertido meio-sorriso:
__Então eu posso te adotar. Levo-te para minha casa, te dou um banho quente, te ofereço cobertores e te dou mais vinho.
Jean o olhou com um pouco de surpresa e depois de ver seu sorrisinho acabou sorrindo também, o risinho se tornou gargalhadas histéricas e aqueles dois estranhos ficaram naquele banco, amparado por um guarda-chuva vermelho, rindo como se fossem crianças tolas.
Foi naquele momento, por causa daquelas palavras sem sentido de Theodoro que Jean se apaixonou por ele.

Seis meses depois

Jean estava quase chegando na rua dele, uma risada preencheu os lábios dela e sua vontade foi de dar pulinhos.
Ela relembrou algumas frases do que havia escrito naquele papel dobrado em seu bolso
Sua respiração chega a ser uma poesia, suas palavras são harmônicas como o mais doce canto dos anjos, sinto sua presença até mesmo em uma rua vazia, sinto você o tempo todo e as vezes sinto tanta sua falta que parece que um pedaço meu se perdeu... Gosto tanto de você que sinto vontades de beijar todo seu corpo, quero roubar-te para mim.Quero te mostrar que sou tua, quero que sejas meu! Sejas meu, eu amo você.”

Essa seria sua declaração de amor e em seus pensamentos ele reagiria tão bem que a tomaria nos braços e lhe daria um bom beijo e aquele primeiro beijo deles seria sempre lembrado por eles em todos os momentos.
Com o coração na garganta ela finalmente virou a esquina do apartamento dele e...
-
-
-
-
-
-
-
-
-

E o viu nos braços de outra. Grudados pelos lábios e dividindo calor. Bem na frente do prédio e a cinco passos de Jean
Como era possível?
Eles se abraçavam tão fortemente que pareciam prestes a chegarem as vias de fato.
Nojento. Repulsivo.
Sem perceber Jean soltou um gemido de sofrimento e se deu conta que as mãos que estavam no bolso em torno do seu papel dobrado estavam o amassando, destruindo.
Seu coração não somente se quebrou,ele mais parecia ter sido atingido por uma bomba atômica.
Ela soltou uma risada e uma lágrima escapou de um de seus olhos. Deu as costas para a cena de beijos e abraços a sua frente e voltou pelo mesmo caminho que havia feito para chegar até ali.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Across the Universe!


Words are flowing out like endless rain into a paper cup,They slither while they pass they slip away across the universe.Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind,Possessing and caressing me.[...]Images of broken light which dance before me like a million eyes,They call me on and on across the universe.Thoughts meander like a restless wind inside a letter box,They tumble blindly as they make their way across the universe[...]Sounds of laughter, shades of love are ringing through my opened ears,Inciting and inviting me.Limitless undying love, which shines around me like a million suns,And calls me on and on across the universe.


nothing is gonna change my world! Nothing is gonna change my world!!!



there's nothing better than our friendship =DDDDD

sábado, 12 de setembro de 2009

Leandro da minha vida

"sutil apreciadora do etílico uvarado.....
a agua gravosa que alegra os pores do sol
na inflamidade de suas gotas vermelhas
com suave aroma de sorriso boémio
néctar de mel indecifrável
amante das impossíveis ideias, na qual uma me veio
por um momento na falta de sensatez
te descrever o sabor que tem
te ver outra vez.
"

Leandro

L. escreveu isso falando sobre vinho (minha bebida preferida) e falando também em me rever...

é bom ter amigos talentosos!

sábado, 5 de setembro de 2009

outra.

É pessimo tentar ser perfeito.Porque você cobra a mesma perfeição de outras pessoas, e quando elas mostram a você que não são perfeitas você se decepciona, quando na verdade a unica culpada é você.

Eu sempre quis que ele não fosse tão arrogante, porque isso é feio.
Eu não queria que ela fosse tão movida por sentimentos e fosse mais racional.
Eu também não gostava de quando ele fumava na minha frente e achava graça da minha cara.
Eu não queria que ela fosse tão fútil.
Eu queria que ele se apaixonasse por mim, porque eramos perfeitos um para o outro, ele me ensinando matemática e eu o ensinando sobre musicas
Eu queria que todos tivessem todo o tempo do mundo para mim.
Eu não queria que ele ficasse bêbado com tanta frequência.
Eu não queria que ela estragasse seu pulmão com nicotina,
Eu não queria que ele fosse amiga de outras garotas, eu queria que ele fosse só meu.

Sou mimada, sou egoísta, sou infantil!

é nessas horas que eu vejo como eu sou uma estúpida!

O-Quase-Musical-Monterrey


Quero o cachorro grande novamente em Santo André e não abro mão!


Amanhã faz uma semana que fui ao show, em meio a tristezas e risadas e muitas emoções, mas foi um otimo show!


O cheiro de maconha estava de matar, muitas pessoas esquisitas, mas tinha pessoas legais e o show em si foi divino!


CACHORRO GRANDE VOLTA PARA NÓS DO ABC PAULISTA PELO AMOR DE DEUS!!!!



serio, completamente viciada nos guris!


*ouvindo insistentemente "A alegria voltou" e cantando como uma louca*

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Até minha camiseta do Oasis sumiu!


Acho que só agora que eu me dei conta que o Oasis ( o meu e só meu Oasis) acabou.

A banda da minha vida, as musicas nos melhores e piores momentos

ACABOU

quer saber? Estou triste pra caralho e to chorando!

Eu não tenho mais condições de ouvir eles ao vivo, eu não tenho mais como ouvir composições novas, ou ficar na expectativa de comprar um cd novo!
Eu choro oasis, eu respiro oasis, eu vivo oasis

Não posso ver meu caderno com o Liam todo bonito na capa que já me dá vontades de chorar, não posso ouvir nenhuma musica deles porque me faz lembrar que acabou...Eles vieram me acompanhando por todos esses anos e sem querer construi uma vida em cima das musicas deles e agora que acabou...E agora que acabou...