
Hoje fiz dezenove. Um pouco depois da meia noite fiquei sentindo aquela tensão tão característica de todos os meus aniversários e pensei que seria o pior aniversário que eu poderia ter, levando em conta o meu ano de separações;entretanto, eu me enganei. Muito.
O dia foi tão gostoso como nenhum dos meus aniversários tinha sido até hoje. Talvez, seja apenas a emoção e a proximidade da data que me contagia, mas eu tenho a impressão que aproveitei de uma maneira tão boa e simples que chega a ser um alívio para a minha cabeça. Ela está sempre cheia de conflitos e algumas sensações desagradáveis, então, ter um dia bacana no qual eu sou o centro das atenções me fez feliz.Eu sou alguém carente que não sabe lidar quando recebe atenção. E vou fazer uma analogia idiota agora, mas é como alguém morrendo de fome que não sabe como comer... Essa sou eu. Esse é um dos motivos pelo qual eu não me sentia confortável com os meus aniversários. Essa repentina 'atenção' das pessoas me assusta até hoje.
Porém, hoje eu estou muito feliz em dizer que foi o oposto. Eu senti que as todos se sacrificaram, de certa forma, por minha causa e foi satisfatório (mais do que satisfatório, foi excelente)e natural, como se eu não pudesse esperar menos dessas pessoas. E pensando melhor sobre esse assunto, acho que o sacrifício não foi tão importante. O que foi importante foi receber as felicitações das pessoas certas.
Pessoas que podem virar a esquina e eu nunca mais ver, mas que continuarão adequadas para esse meu momento de agora. Pessoas que estiveram comigo esse ano de 2010 e não me deixaram desanimar e regredir. Elas não largaram a minha mão quando eu sentia o meu coração partido ou quando eu fiquei magoada por algum comentário arrogante de professores perversos. Elas, essas pessoas de 2010, se preocuparam comigo e aconteceu, então, essa troca de momentos, conversas, risadas e desabafos desesperados, por todo o ano. Por todo o meu ano.
Eu não sei o que dizer mais para descrever como eu me senti querida hoje. Talvez eu devesse escrever sobre uma certa última música,um certo telefonema na madrugada e um certo último filme do último livro... Ou talvez eu devesse escrever sobre minha franja exótica,Ringo,abraços desajeitados, afeto, ligações divertidas por todo o dia e versos que me foram dedicados
Sabe, é engraçado como a vida nos separa de pessoas e nos junta a outras. E é bom saber que tudo tem um fim, mesmo que 'fim' seja algo triste, porque talvez se eu não houvesse aprendido isso hoje eu não teria aproveitado a delicadeza de um dia como esse da maneira certa. Sabendo que todos esses momentos e sensações e pessoas algum dia vão seguir outros caminhos. Como tem que ser.
Escrevi esse post ontem no meu aniversário de dezenove anos. 27/11/2010
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