terça-feira, 24 de maio de 2011

vento.

Essa semana que passou, eu te vi. Você estava fumando, distraído, com seus amigos esquisitos e problemáticos; aquele não é mais o seu lugar, você não deveria estar ali, mas mesmo assim te reconheci imediatamente, e você não precisou nem olhar nos meus olhos para eu ter certeza de que era você. E realmente era.

Deus, meu corpo gelou! Acho que fiz uma cara tão ridícula de surpresa e choque que me admiraria se alguém perto de você não visse e risse da pessoa idiota que eu sou. Mas sinceramente, não me importo muito com o que eles possam pensar. Sei que não parece, mas me importo apenas contigo.

Lembrei-me de ter te visto enquanto lia uma dessas frases em algum lugar qualquer, nela dizia que a vida é feita das oportunidades, sejam elas perdidas ou aproveitadas. No meu caso, mais perdidas que aproveitadas, devo confessar, e só agora que estou me permitindo lamentar isso.

O que eu quero dizer é que deveríamos ter ido até aquele show. Deveríamos ter nos divertido sem pensar na sua vida tão confusa e cheia de mulheres e na minha vida tão certinha e metódica. Deveríamos ter falado mais de cinema, de músicas. Bebido cerveja quente, vodca com limão, vinho ou qualquer outra coisa.

Qualquer outra coisa,minha outra resposta, um coração despedaçado, um dia inesquecível e você... Ah, você! Uma lembrança tão bonita para se guardar por toda uma vida.

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