terça-feira, 18 de dezembro de 2012

E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado? Dispenso a previsão.


Estava frio, não estava? Por dentro, por fora e em todos os lugares. O frio do medo, o frio da insegurança e a loucura da fome.
A fome.
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A fraqueza.
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A certeza da morte.
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Tantas oportunidades perdidas de voltar pra casa, tantos lugares os quais você poderia ter chamado de lar e todas aquelas pessoas te dando amor, afeto e calor. Mas você sabe que isso tudo não te pertence mais, é tarde demais para você...
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O arrependimento, então, te consome por dentro e as lembranças de dias bons e quentes aparecem em ondas de amargura: A antiga força de seus braços e pernas te permitindo carregar seu próprio peso e o ar que entra pelos seus pulmões sem nenhum sofrimento. Sem nenhum sofrimento... Ele passa fácil pelo seu corpo e te faz pensar que nada nesse mundo é mais vivo  do que você.
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Só que você é apenas um menino. Apenas um menino cheio de sonhos que oprimido pelo mundo, tentou buscar a felicidade na natureza. Você não precisa de dinheiro, você não precisa de ninguém. Você precisa da estrada e precisa encontrar seu deus  nos pequenos lugares onde ninguém mais vai procurar.
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Você  o encontra e a verdade absoluta que existe nele te entristece.  A epifania que acontece é o desfecho de toda uma vida. É tarde demais pra você, é tarde demais pra você...


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“Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição”


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Epifania.

Eu não sou seu amor, eu não sou sua amiga, eu sou o seu Bizarro.

sábado, 8 de dezembro de 2012

E agora o que sobrou: Um filme no close pro fim


O retrato 'utópico' pra iaiá:

O céu de brigadeiro, as árvores, a grama verdinha e o rio. Todos juntos testemunhando o nosso encontro.
Meus pés nus perto dos seus pés que tocam o verde da grama. Seus olhos nos meus olhos e esses são tocados  pelo céu. Seu cabelo tão dourado no sol, amor, me deixa encantada e chego a sentir um aperto no peito com tanto sentimento que não cabe em mim
Você que me beija, meu coração que me assusta e eu entro em choque. Suas mãos me tocam e me enrosco em você. Me enrosco, te aperto, te puxo.
Agora são nossas pernas, elas estão misturadas e parecem explicitar o que sinto nesse momento. Quem sou eu nesse emaranhado de toques, saliva e movimentos? Sinto a sua vontade que aumenta com a minha e parece tudo tão correto. O céu de brigadeiro, as árvores, a grama verdinha e o rio.
‘Jéssica Hippie com uma margarida atrás da orelha’

Não vou deixar a música parar nunca, meu amorzinho. Que a melancolia me engula, que o mundo acabe!

"Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés
Em preto e branco, em hotéis
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê"

domingo, 2 de dezembro de 2012

Somos serenos num mundo veloz





Éramos célebres líricos, éramos sãos, lúcidos céticos, cínicos não. Músicos práticos, só de canção, nada didáticos nem na intenção... Tímidos típicos sem solução, davam-nos rótulos, TODOS EM VÃO. Éramos únicos na geração. Éramos nós dessa vez.










Tínhamos dúvidas clássicas, muita aflição. Críticas lógicas, ácidas não. Pérolas ótimas cartas na mão, eram recados pra toda a nação, éramos súditos da rebelião. Símbolos plácidos, cândidos não, ídolos mínimos, múltipla ação.












Sempre tem gente pra chamar de NÓS, sejam milhares, centenas ou dois. Ficam no tempo os torneios da voz, não foi só ontem é hoje e depois. São momentos lá dentro de nós, são outros ventos que vem do pulmão e ganham cores na altura da voz E OS QUE VIVEREM VERÃO...
Fomos serenos num mundo veloz, nunca entendemos então por que nós... Só mais ou menos.