Alguma coisa bem dentro de mim me incomodou, hoje. Algum sentimento macabro que dormia, veio com tudo e nublou minhas pequenas alegrias.
Eu tenho tanto horror de me desvincilhar das pessoas que gostam de mim, odeio mentir, odeio ter essas desculpinhas idiotas para não ter intimidade, odeio ser tão escorregadia e platônica.
Eu queria de verdade ter feito as coisas de maneira diferente, mas é tão tarde, tão tarde. Deixa eu conviver com minha culpa, com a vida cobrando no meu reflexo o que eu perdi, deixa que eu veja nas fotos o que era pra ser meu e não é, deixe-me com o frio e com as suas palavras que lamentam.
Elas sofrem por você; por você ter passado por tudo aquilo sozinho, por ter me dedicado algumas frases lindas e afeição. Eu só queria que você soubesse que por trás dos meus silêncios sempre houve reciprocidade e, bom, o grande segredo que você nunca descobriu é que eu amo você.
Eu só amo. Eu só me engano e lamento e tudo parece sem sentido, agora.
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