segunda-feira, 23 de abril de 2012

Trouxe o sol e a tempestade lá de longe.

De você só sobrou a figura bonita.  Te chamava de bonito por isso, és o esteriótipo de tudo que me agrada, mas por dentro eras uma ilusão minha.

Nunca passou de uma personagem criada pela minha cabeça.

Vejo tuas fotos com sua julieta, sua musa, sua deusa e a agonia é imensa mesmo tentando me convencer todos os dias de que você não existe. Você nunca foi real, foi uma fantasia... Agora o sonho acabou e eu preciso acordar pra vida logo.

Esquecer dessa fuga deliciosa e  dolorosa.

Mas vejo seu sorriso feliz e sua barba bonita e o desgosto enche minha alma.


Não, você não existe. Não há por quem chorar, não há por quem sofrer. Fique em paz com a sua ruiva charmosa e eu fico bem aqui, exatamente aqui. Lembrando que te conheci primeiro, em um show em setembro passado e você  me viu também e olhando bem nos meus olhos... me alucinou.

Você nem sabe disso, bonito. Nunca vai saber.

adeus.

domingo, 22 de abril de 2012

"Ma petite Amélie,


vous n’avez pas des os en verre. Vous pouvez vous cogner à la vraie vie. Si vous laissez passer cette chance, alors avec le temps, c’est votre coeur qui va devenir aussi sec et cassant que mon squelette. Alors, allez-y, nom d’un chien!"






Não queria ficar postando coisinhas em francês, mas verdadeiramente essa parte de Amélie Poulain tocou meu coração. Acho que postar na língua em que foi escrito essa obra de arte é um dever  de qualquer um que queira dividir com o mundo. E eu quero dividir, porque tenho alguns traços parecidos com Amélie.

Não, não sou altruísta como ela é, mas fico tecendo histórinhas em minha cabeça e gosto muito mais delas do que  gosto de me arriscar contra a realidade. Sou uma covarde, tudo passa pelos meus dedos. Não tenho mais esperanças de mudar isso, pois as pessoas não mudam (aprendi isso), mas creio que devo arranjar um jeito no qual eu possa tecer histórias e me permitir ver a realidade. 


Acho que pensarei a respeito, não sei muito bem como conciliar minhas fugas com o meu mundo, mas deve haver algum modo. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

bad romance

Ouvindo Lady Gaga pra ficar bem E CONSEGUINDO O INTENTO. Até porque essa música é sensacional

back to black

Você é um idiota e eu me apaixonei por você...o que faz de mim alguém mais idiota ainda. Não adianta pensar o oposto, não vai acontecer. Você não vai voltar e até agora não consigo  entender de onde você surgiu...

Não tô conseguindo escrever com coerência... Te tirar da minha vida tá impossível, tô jogando ideias aqui feito uma louca, pensamentos nada coerentes. Eu que te trouxe para cá, e agora que eu quero te jogar no ar eu não consigo.

Fico bolando planinhos de quando você  voltar só que você não vai voltar. O que é uma coisa boa a longo prazo, mas que me deixa na merda hoje.

Ando tão cansada do trabalho, seu porco. Tão cansada de pensar em você enquanto tomo banho, me olho no espelho, passo a porra do meu delineador e tudo me lembra aquelas suas palavrinhas bonitas do início... Aí vem aquele desgosto na boca do estômago pelas últimas palavras, quando você demonstrou o PORCO que você é.

me fez tão mal, (embora a culpa seja muito mais minha do que sua) me fez buscar alívio em fugas estúpidas.Tudo por nada.

Tô sendo tão mesquinha, agora.  Vou ser mesquinha por alguns minutinhos e depois fingirei indiferença e encontrarei explicações filosóficas para a sua aparição na minha vida.



sábado, 14 de abril de 2012

Tenho 20 anos de sonho, de sangue e de América do Sul.


Cansada dessas pessoas que gostam da França, publicam Carla Bruni, postam fotos em preto e branco fazendo caras-e-bocas na frente de um rio para pagar de fodas.

Cansei das boinas, das conversas tão cults, das músicas alternativas e das vidas vazias, cansei dessas imitações baratas de um estilo de vida que não os pertence. Cansei das jaquetas estilosas, cabelos estilosos, tatuagens estilosas, filmes estilosos, livros estilosos e rolês hipsters.

Até confesso que já fui parte do grupo, já quis ir à França (ainda quero), encontrar o Louis Garrel daquele filme ESTILOSO the dreamers, andar de motocicleta pelas vielas francesas e comer brioches no estilo AMELIE POULAIN, mas hoje no auge dos meus vinte anos de sonho, de sangue e de AMERICA DO SUL, vejo o meu mundo de maneira tão diferente.

Quero dizer que eu não sou francesa, não sou britânica, não venho de um país cuja economia está entre as dez maiores do mundo.Não sou magra, não tenho as pernas de alicate perfeitas para uma calça jeans justa. Não tenho o nariz bonito, empinado e nem o ar superior deles.

Eu sou uma professora brasileira, sangue misturado com diversas outras etnias. Meus cabelos não são tão lisos, mas fico bem de franja, tenho os olhos castanhos e enormes e tem quem diga que são expressivos. Às vezes me arrisco a usar um batom vermelho e um vestido, mas o que eu gosto mesmo é das minhas roupas velhas e largas nas quais me sinto a vontade
Não ganho salário o qual me permita esbanjar, não tenho mais paciência para tentar bancar um estilo de vida que só existe na minha cabeça e não quero mais conviver com gente assim, porque pra mim seria um atraso de vida SEM TAMANHO.

Respeitaria, numa boa, essas pessoas que ainda passam por essa fase de ser tão blasés e fodas se não as visse caindo sempre no mesmo erro de quando eu tinha dezessete anos, de perder a própria identidade e escapar da realidade. Não quero as julgar, embora pense que já esteja fazendo isso. Me parece até um tanto hipócrita esse meu pensamento, mas juro que é só um desabafo. Antes sempre quis ser rodeada por essa gente, conhecer esses caras parecidos com o Julian Casablancas, mas percebi que apesar deles passarem essa imagem de "vivo em um mundo melhor que o seu" eles só são perdidos... Tão ou mais perdidos que eu.

Sei lá, compartilhando o pensamento de uma amiga, a vontade que dá é de vomitar.

VOMITAR.

Sexta treze no sábado 14

Pintei meu cabelo.



DE LARANJA.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

sh-shakin now

todas as merdas e experiencias e mimimis que eu não tive durante a adolescência, estou tendo agora.


isso é muito esquisito, mas ao mesmo tempo engraçado... enfim

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Até pra se desamar é preciso amar.

Acredite-me, você não é a única que não consegue ouvir Rooney, Oasis, Beatles ou o caralho por causa das lembranças. A verdade é que eu não consigo chegar perto dos meus CDs, do seu bairro ou ex bairro ou qualquer coisa desse tipo porque tenho a sensação de que uma faca me dilacera a garganta.

Você pode me odiar, pedir ao papai Noel para me matar ou qualquer coisa assim, mas não aja como se eu fosse a única culpada. NÃO FAÇA ISSO.

Se saí da sua vida foi porque você me expulsou, me magoou e eu não agüentava mais sofrer tanto e me sentir tão mal. Gosto tanto de você que ir embora quase acabou comigo e talvez não tenha entrado em depressão como você (não estou presumindo que você se deprimiu por minha causa, possivelmente eu nunca fui tão especial assim e tal) mas passei noites e noites em pânico. Dias e dias catatônica sem saber o que fazer, sem chorar pra não parecer fraca. Sair de perto de você quase me matou e ver você falando de mim assim quase me mata sempre. SEMPRE, SEMPRE.

Mas dane-se, vou viver com isso, com minha parcela de culpa e com minhas memórias melancólicas e felizes por muito tempo ainda, me esquivando da sua presença pra sempre só pra tentar viver. Só pra tentar viver desse desamor que foi o que sobrou.

Nenhum cara, nenhum nada tem o poder de me ferir tanto quanto você sempre terá. Será que esse é o preço que eu pago por ter te querido tão bem?



domingo, 1 de abril de 2012

Alegria, alegria

eu só queria que todos os domingos fossem belíssimos como o domingo de hoje foi.


piquenique, lola, byron, shelley,chico, concerto de músicas clássicas e belíssimos sorrisos, belíssimas pessoas, belíssimos pássaros.


P.S: Por ser primeiro de abril pode parecer mentirinha, MAS DE VERDADE, foi um dia belíssimo (sem truques)