quarta-feira, 4 de abril de 2012

Até pra se desamar é preciso amar.

Acredite-me, você não é a única que não consegue ouvir Rooney, Oasis, Beatles ou o caralho por causa das lembranças. A verdade é que eu não consigo chegar perto dos meus CDs, do seu bairro ou ex bairro ou qualquer coisa desse tipo porque tenho a sensação de que uma faca me dilacera a garganta.

Você pode me odiar, pedir ao papai Noel para me matar ou qualquer coisa assim, mas não aja como se eu fosse a única culpada. NÃO FAÇA ISSO.

Se saí da sua vida foi porque você me expulsou, me magoou e eu não agüentava mais sofrer tanto e me sentir tão mal. Gosto tanto de você que ir embora quase acabou comigo e talvez não tenha entrado em depressão como você (não estou presumindo que você se deprimiu por minha causa, possivelmente eu nunca fui tão especial assim e tal) mas passei noites e noites em pânico. Dias e dias catatônica sem saber o que fazer, sem chorar pra não parecer fraca. Sair de perto de você quase me matou e ver você falando de mim assim quase me mata sempre. SEMPRE, SEMPRE.

Mas dane-se, vou viver com isso, com minha parcela de culpa e com minhas memórias melancólicas e felizes por muito tempo ainda, me esquivando da sua presença pra sempre só pra tentar viver. Só pra tentar viver desse desamor que foi o que sobrou.

Nenhum cara, nenhum nada tem o poder de me ferir tanto quanto você sempre terá. Será que esse é o preço que eu pago por ter te querido tão bem?



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