domingo, 25 de novembro de 2012

Posso até me acostumar e deixar você fugir.

Ouvi 'nossas' músicas hoje e vou confessar que a todo momento eu me sentia sendo torturada. Lembrar do sentimento que eu carregava dentro de mim enquanto ouvia aquelas músicas há algum tempo atrás é triste.

Naquela época eu tinha esperança, eu tinha suas palavras, eu tinha minhas mãos trêmulas de nervoso, eu tinha seus sorrisos.


sábado, 17 de novembro de 2012

Vertigem.


Sentada na janela do ônibus, te olhando ir embora enquanto o dia também se despede. Te vejo como uma das pessoas mais lindas que já entraram na minha vida e te dou um sorriso que só pode dizer algo equivalente ao tão manjado ‘eu te amo’.
O sorriso que você me devolve me encanta. Esse sorriso que é meu por  dois  segundos faz meu corpo quase explodir com tanta luz - sua luz-  e eu sinto vertigem.
Sinto vertigem, pois te amo. Te amo e apenas te dou meu sorriso, esperando que você entenda que nesse momento não há nada que caiba melhor no meu dia do que a sua existência emparelhada com a minha.
Não vou agradecer por você estar por perto, por me dar afeto e amor e todos esses clichês bobos, porque eu simplesmente não sinto como se houvesse necessidade de agradecimentos. Acontece só o que tem que acontecer, não há obrigações da minha e nem da sua parte, há apenas a reciprocidade do nosso sentimento.
E essa emoção que você me passa é tão linda,  ela transborda meu copo, me faz feliz e linda e a Beleza disso tudo fica pairando sobre nós.
Meu primeiro pensamento após o seu sorriso é te escrever um texto quando chegar em casa que expresse esse meu devaneio que tive no ônibus e a vontade que tenho é de te dizer que certos amores me amarguram, menos o seu.






"E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"


Vinicius de Moraes

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Escrevendo para não esquecer.


Eu vou lembrar aquele domingo. De nós dois em um parque cheio de pessoas bizarras a nosso lado e você sentado com um violão no colo, tocando de um tudo.
Do que a gente falou? Como o dia passou tão rápido?
Sobre tempo e movimento você entende e  as explicações científicas vieram e ocuparam quase todo o momento em que estávamos lá.
Era um dia bonito, eu estava interessada em você e percebi que podia ser meiguinha e charmosa com um moço por quem estava atraída. Até minha voz ficou fininha, você percebeu?
Lembro gostar de quando você colocou seu braço envolta do meu corpo, gosto de lembrar  como nossos corpos ficaram se tocando e como a gente ficou em silencio. Um silencio constrangedor que poderia ter sido preenchido por beijos, mas você travou, lembra? 
Gostaria de perguntar isso a você, porque você ficou tão quieto, porque só foi me beijar quando eu estava indo embora? Eu gostei do beijo, a  propósito, não te disse isso mas queria ter dito que foi um bom beijo. Foi... confortável.
 Acho que você deveria saber que eu te amei  durante aquele domingo.Naquele dia, quando entrei no ônibus, fui embora pisando em nuvens. Cheguei em casa muito feliz e pensei em você com carinho e com respeito.
Hoje, quando às vezes você me manda alguma mensagem ou alguma música, sinto minha garganta apertada. Sinto as paredes se fechando e o teto descendo. Pra que me sufocar? Pra que matar o que era tão doce e simples, querido? Eu poderia ter te amado pra sempre. 

Não... O 'pra sempre' é muito longo! Você, glorioso cientista, deve saber disso melhor do que eu.

Strike another match, go start anew
And it's all over now, Baby Blue




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Que a vida, é vivida, com surpresas, tão bem vindas"

(SOCIETES)


terça-feira, 6 de novembro de 2012

This has got to die. This has got to stop

Casa nova, bonito? Me conta como anda tudo... E aqueles seus hábitos de passar o dia inteiro jogando aqueles joguinhos bobos e nerds, como estão? Você sempre me faz rir, você sabe... Não, você não sabe, né?
É, eu soube dessa moça...O cabelo dela é lindo e ela parece ser gente boa. Fico feliz por você, parece que tá tudo mudando na sua vida, parece que dessa vez você está realmente indo embora. Até as chances de te ver na rua diminuíram já que você não mora mais no mesmo lugar.
É estranho,bonito, saber que você está mais longe do que o costume, eu nem sei por onde você anda descansando essa sua cabeça. É, já imaginava que você faria esse comentário malicioso e olha que eu costumava dizer que não te conhecia, hein? Você lembra? Acho que sempre te conheci, bonito. Sempre esperei de você o pior e sempre foi o que você me deu, não foi?
Não, não quero discutir. Sim, temos que viver de amor. Eu vou bem também, mas confesso que penso em você todos os dias e mais de uma vez por dia. É muita saudade, é muito amor. Os corações estão de volta pra te divertir...
Soube de todos esses shows, não fui em todos eles, mas me conta como foram... Gosto das suas descrições exageradas, parece uma mocinha faladeira. Sei que você é bem macho, não me leva a mal, seu lado feminino é o que me encanta! É brincadeira, lindo... Te dedico afeto, você sabe disso, não sabe? É... está tarde, eu sei. Só queria falar com você antes de dormir porque sinto sua falta às vezes. Odeio quando você me chama assim no diminutivo, mas okay. Adeus, bonito. Estranho, mas esse adeus tá me parecendo muito verdadeiro dessa vez. E é mais da sua parte do que da minha, e é engraçado como é isso que me entristece mais... Não, não, deixa... já tá na hora de ir. Sim, mais tarde, quem sabe? Um beijo.