sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Escrevendo para não esquecer.


Eu vou lembrar aquele domingo. De nós dois em um parque cheio de pessoas bizarras a nosso lado e você sentado com um violão no colo, tocando de um tudo.
Do que a gente falou? Como o dia passou tão rápido?
Sobre tempo e movimento você entende e  as explicações científicas vieram e ocuparam quase todo o momento em que estávamos lá.
Era um dia bonito, eu estava interessada em você e percebi que podia ser meiguinha e charmosa com um moço por quem estava atraída. Até minha voz ficou fininha, você percebeu?
Lembro gostar de quando você colocou seu braço envolta do meu corpo, gosto de lembrar  como nossos corpos ficaram se tocando e como a gente ficou em silencio. Um silencio constrangedor que poderia ter sido preenchido por beijos, mas você travou, lembra? 
Gostaria de perguntar isso a você, porque você ficou tão quieto, porque só foi me beijar quando eu estava indo embora? Eu gostei do beijo, a  propósito, não te disse isso mas queria ter dito que foi um bom beijo. Foi... confortável.
 Acho que você deveria saber que eu te amei  durante aquele domingo.Naquele dia, quando entrei no ônibus, fui embora pisando em nuvens. Cheguei em casa muito feliz e pensei em você com carinho e com respeito.
Hoje, quando às vezes você me manda alguma mensagem ou alguma música, sinto minha garganta apertada. Sinto as paredes se fechando e o teto descendo. Pra que me sufocar? Pra que matar o que era tão doce e simples, querido? Eu poderia ter te amado pra sempre. 

Não... O 'pra sempre' é muito longo! Você, glorioso cientista, deve saber disso melhor do que eu.

Strike another match, go start anew
And it's all over now, Baby Blue




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