sábado, 23 de fevereiro de 2013

Forever in debt to your priceless advice

Nesses dias esquisitos, eu ando tentando me agarrar às coisas que me emocionam. A sensação que eu tenho é de que você esteve ali esperando por esse momento,em alguma parte de mim, por todos esses anos, para aparecer e me colocar no eixo. Pra eu perceber e me emocionar com essa beleza doente que existe em você

encantada, encantada, encantada, kurt. Pra sempre em dívida ao seu inestimável conselho.

pra sempre.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

All in all is all we are


Eu ando fazendo tudo errado e não adianta me desculpar, não adianta ouvir desculpas, nada adianta.
Eu escrevi e te disse que a culpa é toda minha, pedi perdão, mas ao mesmo tempo em que eu te escrevo, que eu te quero bem... Eu não sinto nada.
De repente, não me faz diferença se tudo ficar como está ou se mudar... Na verdade eu gostaria de apenas não me cansar mais pensando em como deixar tudo bem, então seria mais fácil se ignorássemos tudo isso. Porque... qual diferença vai fazer? Mais dias iguais aos outros? Não há mais nada que possa me fazer feliz aí. De que me adianta?

Achei o meteoro que caiu na Rússia, há alguns dias, muito bonito. Na verdade, ele me pareceu a única coisa bonita desses dois meses de dois mil e treze. 


"I wish I was like you
Easily amused"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

High and dry


Estou tendo notícias ruins todos os dias. Sinto-me como se o mundo inteiro estivesse conspirando para que eu perca a cabeça.
É  o emprego que depende da nova prefeitura e ela nos trata com um descaso absurdo, brincando com nossas vidas como se não houvesse contas a pagar, como se não dependêssemos desse emprego para conseguir terminar a faculdade, que por sinal aumenta a mensalidade todos os anos e eu já estou pagando uns cem reais a mais do que quando comecei.
São essas contas que vão crescendo, crescendo, crescendo e me fazem desejar vender a alma, porque ouvi dizer que ao fazer isso os problemas se resolvem.
É  o tédio de ficar a espera de alguma notícia dentro dessa casa. Olhando para minha varanda e vendo o tempo passar, o tempo morrer e eu morrer junto com ele.
O cheiro do desemprego me enoja,  a inércia de não ter dinheiro para comprar uma bala na padaria, de não ter dinheiro para pegar ônibus, que por sinal também aumentou o preço, essa inércia, ela quase me mata.
Nesse emaranhado de preocupações me vejo metida em situações nas quais amigos me dizem coisas horrorosas, me acusam de ser egoísta e de não saber lidar com a vida paralela de ninguém. Após todas as acusações, vem as desculpas e, infelizmente, após as desculpas não vem o esquecimento, então, as palavras ditas ficam indo e vindo à minha cabeça e ferindo e magoando cada vez mais a ferida aberta.
E aí, quando penso em fazer alguma besteira, quando me vejo sem perspectivas nessa vida MAIS UMA VEZ, você surge como por mágica  ou como se houvesse escutado meu pedido de ajuda. Você me diz para ter calma,  diz que as coisas ruins quando vêm, não vêm sozinhas mesmo e que eu tenho que encarar tudo com tranquilidade. O engraçado é que  eu  realmente me  sinto  melhor e isso acontece porque você me diz para me acalmar.Fico pensando que me tornei um  ‘capacho’ das suas vontades, tamanho é o seu poder sobre mim.
Você me diz que se vejo a vida passar pela janela, então devo fazer alguma coisa nova dentro de casa, para me distrair. Você, então,  me dá sugestões de meditação e  eu digo que ando tentando o incenso, você se assusta e diz que sugerir o incenso estava na ponta da língua (ou dos dedos, nesse caso em particular) e acha engraçado essa coincidência. Mesmo que,  para mim, isso soa como a nossa ligação bizarra se fazendo presente, decido não dizer nada sobre ela, deixo você achando que é pura coincidência mesmo.
‘Radiohead é bom’, você fala e  também me pede para  não fazer nenhuma besteira. Eu quero te dizer que hoje não vou fazer nada porque de alguma maneira,que só o universo poderia explicar, você me salvou. As palavras ficam congeladas em meus dedos e a coragem de dizer some, de modo que penso em terminar o texto que estava fazendo antes de você me chamar, e colocar cada uma dessas palavras não ditas nele para não morrer sufocada.
O texto que eu escrevia era só pra relatar como esses dias têm sido tristes, tediosos  e era pra provar a mim mesma que eu conseguiria escrever algo bom sem precisar mencionar você. Bom, falhei miseravelmente. Você simplesmente está em todos os lugares.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

De repente, o fim acontece.

Tive sonhos infernais, um pior do que o outro, vários retratos dentro da minha mente do final dessa bonita história que vivemos.

Acordei, eram onze da manhã. A primeira coisa que eu fiz  foi me lamentar por ter vivido tão pouco algo que me fez tão bem e saber que o fim é irreversível e que o tempo foi destruindo algo que tínhamos de muito bonito.

O tempo destrói TUDO.




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

How I wish...

Você é uma parte da minha vida com a qual eu não sei lidar. Eu não consigo absolutamente ignorar, e também não consigo conviver.

Aquele lance de definição que conversamos ontem se aplica no seu caso, eu não consigo definir o que você é pra mim então não sei como te tratar, como te encaixar em meus dias... Algum dia isso vai soar natural?

 Lembro-me muito bem que o natural para mim era me sentir atraída por você por causa da beleza do seu rosto e corpo e aí de repente, não mais que de repente, o corpo ou a beleza física não importavam mais e  me arrisco a dizer que já não te acho mais tão bonito como achava antes.

Entretanto, na mesma proporção em que não te achava mais tão atraente, a beleza simplesmente parou de importar para mim e quando me dei conta de que isso havia acontecido, a preocupação cresceu. Porque de repente o que você tinha a me dizer passou a me interessar mais do que  a sua aparência interessava. E seus argumentos, sua natureza louca, suas repentinas mudanças de humor me enfraqueceram, me debilitaram, me deixaram assim : absolutamente sua refém.

E quando digo isso, não quero soar clichê e aparentar  estar apaixonadinha e blablabla...A pura verdade é que sou refém do que você é e não no sentido romântico.  É como se houvesse alguma corda me ligando ao seu ser. Eu me apaixono e desapaixono por muitos moços e moças por aí e me encanto por todos sem restrições, mas eu continuo ligada a sua existência. É quase como uma responsabilidade, e eu não me sinto capaz de te deixar completamente.

E porque aquela atração toda virou esse afeto? Por que não pode ser mais simples de categorizar e  te colocar num espaço reservado para amigos ou num espaço reservado para  o amor? Por que eu simplesmente não consigo te ver em nenhum desses espaços?

Você tem que ficar nesse lugar que ninguém mais vai ocupar, nesse  que eu posso chamar de 'o bizarro'  e que você chama de ' o sobrenatural'. Um encontro de almas que tinha que acontecer. Esse sentimento sobrenatural que eu simplesmente sempre vou ter por você em todas as vidas que eu viver.

Isso não me faz mais sofrer, mas eu também parei de lutar contra. Me resignei a ter essa corda laçada em minha cintura e presa em outra alma que está por aí, andando por esse velho universo, sujeita a tudo.