Aquele lance de definição que conversamos ontem se aplica no seu caso, eu não consigo definir o que você é pra mim então não sei como te tratar, como te encaixar em meus dias... Algum dia isso vai soar natural?
Lembro-me muito bem que o natural para mim era me sentir atraída por você por causa da beleza do seu rosto e corpo e aí de repente, não mais que de repente, o corpo ou a beleza física não importavam mais e me arrisco a dizer que já não te acho mais tão bonito como achava antes.
Entretanto, na mesma proporção em que não te achava mais tão atraente, a beleza simplesmente parou de importar para mim e quando me dei conta de que isso havia acontecido, a preocupação cresceu. Porque de repente o que você tinha a me dizer passou a me interessar mais do que a sua aparência interessava. E seus argumentos, sua natureza louca, suas repentinas mudanças de humor me enfraqueceram, me debilitaram, me deixaram assim : absolutamente sua refém.
E quando digo isso, não quero soar clichê e aparentar estar apaixonadinha e blablabla...A pura verdade é que sou refém do que você é e não no sentido romântico. É como se houvesse alguma corda me ligando ao seu ser. Eu me apaixono e desapaixono por muitos moços e moças por aí e me encanto por todos sem restrições, mas eu continuo ligada a sua existência. É quase como uma responsabilidade, e eu não me sinto capaz de te deixar completamente.
E porque aquela atração toda virou esse afeto? Por que não pode ser mais simples de categorizar e te colocar num espaço reservado para amigos ou num espaço reservado para o amor? Por que eu simplesmente não consigo te ver em nenhum desses espaços?
Você tem que ficar nesse lugar que ninguém mais vai ocupar, nesse que eu posso chamar de 'o bizarro' e que você chama de ' o sobrenatural'. Um encontro de almas que tinha que acontecer. Esse sentimento sobrenatural que eu simplesmente sempre vou ter por você em todas as vidas que eu viver.
Isso não me faz mais sofrer, mas eu também parei de lutar contra. Me resignei a ter essa corda laçada em minha cintura e presa em outra alma que está por aí, andando por esse velho universo, sujeita a tudo.
"We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears"
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