quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Amanhã será apenas uma canção distante!

Depois de um longo tempo sem postar, venho aqui mostrar o meu profundo agradecimento a esse ano MA-RA-VI-LHO-SO!

Foi o ano mais musical, mais bonito, mais apaixonado e MÁGICO

E eu simplesmente fico muito feliz ao saber o quanto eu estava certa quando eu dizia que esse ano de 2009 seria excelente, ele realmente foi ótimo!
Todos os shows, todos os passeios, família, amigos, amores e risadas
Foi o meu ano.

Mas o legal de tudo é que eu ainda tenho a sensação que 2010 será fantastico,tive sinais que esse ano trará para mim coisinhas que eu ando esperando há algum tempo.



Então, que venha 2010 e que todos os sonhos se realizem!Feliz ano novo!

*desculpe a falta de habilidade ao escrever, mas não estou muito inspirada*


I'm gonna write a truthful song over an eighties groove
I'd like to let you know I'll always be straight with you
I stole my personality from an anonymous source
And I'm gonna pay for it too, I don't feel bad about that
Give me my chance back

This is on the rise music, this is novelty music
This is who can blame music, I don't get fooled by it
This is where'd you go music, this is come home music
This is down to the wire, I'm such a perfect angel music.
Who really tries

Tomorrow's just a song away, a song away, a song away
Tomorrow's just a song away, a song away, a song away
It's just a song away!!!


hockey--song away


*a música mais verão do ano!*


Sejam bonzinhos... Keep it real!

Feliz ano novo mais uma vez, que seja um ano cheio de realizações para todos nós!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

As vezes é nojento ser quem sou!

Que belo ínicio de post não? Depois de muitos dias sem nada para vir falar, ou com simplesmente muitas coisas para falar, decido romper o silencio com essa frase instigante!

Eu fico tentando olhar a minha vida com os olhos de outra pessoa para reparar em todos os meus defeitos e em todas as minhas qualidades. Fico pensando em todos os meus sorrisos falsos ou risadinhas que simplesmente não me pertencem, fico pensando que sou uma rebelde sem causa, uma revolucionaria hipócrita, uma idiota perdida.

Sabe, realmente existe um cara. Siiiim estou falando isso para todos vocês que ficam me perguntando sobre isso o TEMPO TODO.Só que o meu problema é que eu sou tão covarde que não consigo falar pra ele a maneira que eu me sinto. Ele está ali...Posso vê-lo, com as pernas tocando as minhas pernas, estou deitada em seu ombro, seu cheiro é de cigarro misturado com perfume, sua pele é tão quente que quase me deixa tonta e eu o tenho ali e não tenho coragem de dizer "Acho que gosto de você" Eu sei que isso poderia resolver todos esses meus anos de insegurança que eu carrego, talvez um NÃO seja sadio as vezes, mas eu não posso me permitir uma recusa.

E tem todas essas pessoas legais na minha vida, sabe eu sou muito egoísta, quase como se fosse filha unica. Eu simplesmente as quero pra mim e só pra mim. Meus amigos, meus amores, meus beijos e meus abraços.Quero que cada música faça que todos se lembrem de mim, quero que TODOS vivam pensando "Nossa, como ela é legal!" Eu tenho essa necessidade tão grande de ser apreciada e amada que mesmo que isso aconteça, acho que nunca saberia reconhecer devido a toda essa ansiedade!

Na verdade as vezes fico me perguntando O QUE EU QUERO DA MINHA VIDA... Aí eu percebo que quero justamente o que vendem nos filmes e livros que me entretem todos os dias.
Eu quero aqueles pais compreensiveis e lindos, quero uma casa bonita, um bom carro, dias loucos, dias felizes, um bom namorado muito bonito e as vezes problematico, quero os melhores amigos, quero poemas e quero aventuras.

Uma visão tão tacanha de uma vida.
Tudo tão limitado.

Aí eu vejo que as coisas na realidade não são assim...Eu não faço parte disso, nada faz parte disso eu sou só cheia de sonhos idiotas querendo que todos sigam os mesmos sonhos que eu para fingir que essa estúpida fantasia existe.

Hey, ela existe, está vendo? Estamos vivendo a mercê do destino, que tão sabiamente nos mostra o caminho!

Balela.

Somos só... animais... Só animais um pouco mais evoluídos e um pouco mais obtusos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Meu amor, meu amigo

Toi mon amour, mon ami
Quand je rêve c'est de toi
Mon amour, mon ami
Quand je chante c'est pour toi
Mon amour, mon ami
Je ne peux vivre sans toi
Mon amour, mon ami
Et je ne sais pas pourquoi
Je n'ai pas connu d'autre garçon que toi
Si j'en ai connu je ne m'en souviens pas
A quoi bon chercher faire des comparaisons
J'ai un cœur qui sait quand il a raison
Et puisqu'il a pris ton nom
Toi mon amour, mon ami
Quand je rêve c'est de toi
Mon amour, mon ami
Quand je chante c'est pour toi
Mon amour, mon ami
Je ne peux vivre sans toi
Mon amour, mon ami
Et je sais très bien pourquoi
On ne sait jamais jusqu'où ira l'amour
Et moi qui croyais pouvoir t'aimer toujours
Oui je t'ai quitté et j'ai beau résister
Je chante parfois à d'autres que toi
Un peu moins bien chaque fois
Toi mon amour, mon ami
Quand je rêve c'est de toi
Mon amour, mon ami
Quand je chante c'est pour toi
Mon amour, mon ami
Je ne peux vivre sans toi
Mon amour, mon ami
Et je ne sais pas pourquoi{au dernier refrain}

[desmotivada e chateada pela falta de esperanças...]

terça-feira, 3 de novembro de 2009

No rádio!

This is how it works
It feels a little worse
Than when we drove our hearse
Right through that screaming crowd
While laughing up a storm
Until we were just bone
Until it got so warm
That none of us could sleep
And all the styrofoam
Began to melt away
We tried to find some words
To aid in the decay
But none of them were home
Inside their catacomb
A million ancient bees
Began to sting our knees
While we were on our knees
Praying that disease
Would leave the ones we love
And never come again
Regina Spektor ♥

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ok

eu amo você


meu Deus, eu não sei se é carência ou qualquer coisa relacionada a isso, mas eu AMO VOCÊ!

já perdi as estribeiras e estou admitindo pra mim mesma que desde a primeira vez que te vi eu soube que algo aconteceria... desde as primeiras palavras, os primeiros sorrisos... e não há segredo nenhum que você me conte que mudará isso, eu não sei mais o que fazer!


O que eu devo fazer?

Eu não te conto, mas com pequenas palavras e gestos deixo claro todos os dias, eu escrevo aqui sempre só pra você, e se algum dia você ler esses posts saberá pra quem eles são dedicados!

Eu não quero que você saiba e eu quero que você saiba, eu tenho duas realidades e não quero arriscar nada, mas eu amo você

queria poder te dizer. Mas acho que como sempre vou deixar passar o momento


sabe, é uma merda!

é isso que eu sempre quero dizer quando você me pergunta o que eu tenho... mas acho que nunca vou dizer!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Querido doce amigo

I'll remember you
When the wind blows through the piney wood.
It was you who came right through,
It was you who understood.
Though I'd never say
That I done it the way
That you'd have liked me to.
In the end,
My dear sweet friend,
I'll remember you

Bob Dylan


meu bom Deus, como estou sensível e carente hoje!

domingo, 18 de outubro de 2009

O dia dos milagres

Theodoro estava sentado na janela fumando. Jean estava deitada na cama assistindo televisão.O sol finamente se punha e a noite prometia ser muito fria, Theodoro que apenas vestia uma calça jeans estava começando a sentir frio. Como se adivinhasse seus pensamentos Jean surgiu e o embrulhou em um lençol em seguida o abraçou bem forte e disse:

__Você vai ficar doente se continuar aí!

Theodoro sorriu e a beijou. Era bom ter alguém cuidando dele.

Ele beijou todo seu pescoço e em seguida passou para os ombros onde dava pequenas mordidinhas. Jean dava algumas risadas e por sua vez também mordiscava o lóbulo de sua orelha.

__Hmm sua pele é tão boa!__sussurrava Theodoro.

Jean que acariciava seus cabelos desorganizados, disse:

__A sua também!

Theodoro lhe deu um bom beijo na boca e em seguida deu uma tragada em seu cigarro. Jean fez uma careta:

__Você já fumou uns três cigarros desde que saiu da cama!

Ele lhe mordiscou o queixo e em seguida perguntou:

__Você tem ciúmes dos meus cigarros?

Sem esperar uma resposta Theodoro afundou o cigarro no cinzeiro:

__Pronto, pequena...

Jean revirou os olhos e lhe beijou na bochecha:

__Não tenho ciúmes, mas você não devia fumar tanto!Faz mal!

Sim, era realmente muito bom ter alguém cuidando e se preocupando com ele:

__Ok, ok!

Eles sorriram um para o outro, ambos estavam encantados com toda aquela situação na qual estavam envolvidos

__Eu vou tentar parar de fumar se isso lhe faz feliz!

__Sim, me faz muito feliz!

Beijaram-se.



Depois de tomar um banho Jean foi embora, pois já estava ficando tarde e as ruas não eram exatamente seguras para garotas andarem sozinhas à noite.
O dia tinha se acabado, o dia cheio de milagres, o dia mais bonito da vida de Jean.
Enquanto atravessava as ruas, Jean podia ouvir o som de uma gaita sendo tocada e ela tinha quase certeza que era uma música do Bob Dylan. Uma música feliz que combinava perfeitamente com seu estado de espírito... A vontade de Jean era voltar para o apartamento de Theodoro e fazer amor com ele novamente. Ela queria viver na sua casa, respirar o mesmo ar que ele durante toda a sua vida. Queria viver de amor, queria carregar filhos dele em seu ventre, queria rir tanto! TANTO!

Assim que chegou em casa viu seu pai deitado no sofá roncando. Latas de cerveja jogadas para todo o lado, a casa sombria como sempre e as paredes pálidas manchadas de desgosto e tristeza.
Ela não ia se deixar abater, nada poderia tirar aquela felicidade dela naquele momento.A pequena Jean subiu as escadas de dois em dois degraus e assim que chegou ao seu quarto se olhou ao espelho

O que era aquele brilho febril em seus olhos?

Jean sorriu e após trancar a porta e abrir as janelas começou a dançar sozinha, os passos completamente inventados de sua cabeça. Fingiu que estava em uma festa, fingiu que o espelho era Theodoro, fingiu que só existia felicidade.

As vezes é fácil ser feliz.

Uma pena que felicidade não dura para sempre.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O milagre de ter amigos


Muitas pessoas falam sobre amizade sem nunca sentir o que ela significa.


Para mim, ter um amigo é ser quem você realmente é, sem ter vergonha de si mesmo. É saber que seus amigos sabem de todos os seus defeitos e não tentar escondê-los (os defeitos) por medo de rejeição.

É sentir aquela necessidade súbita de abraçar essas pessoas queridas e nunca mais deixá-las ir embora. É falar besteiras, fingir vulgaridade, falar palavrão, fazer comentários maldosos e cair na risada.


É andar até criar bolhas nos pés e escutar seus amigos te chamando de 'fresca' ou 'reclamona'. É ficar com medo de se perder e depositar toda sua confiança em seus amigos e agradecer sempre por não estar sozinho.

É ver ele pegando um ónibus e ir embora e apenas acenar com a mão.


É rir

É chorar.


É descobrir um montão de cores em lugares cinzas e frios. É gostar de dentes tortos e de sardas. é sentir um perfume e se sentir protegido.


É amar sem medo de ser correspondido. É criar uma família alternativa. É ser feliz. É ser triste. É viver.É até mesmo colocar uma foto em que você está ridícula em um post no blog unicamente para tentar definir o que é amizade
viva la vida
viva seus amigos!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Jean&Theodoro

Ele estava naquela biblioteca. Jean já havia o visto.

Ela havia ido a biblioteca buscando por paz que nos fins de semana ela não encontrava em casa e olha quem estava lá. Theodoro.
Ele parecia estar se escondendo dela e ela estava quase indo embora...Mas vê-lo era tão bom, que ela se permitiu permanecer e por vezes o admirar sem que ele percebesse.
É obvio que Theodoro percebeu. É obvio que ele havia a seguido, só Jean não notava que todos os dias durante o resto da semana ele havia ido até a escola dela nas saídas só para se certificar que ela estava bem.
Nos fins de semana Jean sempre ia a biblioteca para se livrar da presença do pai e Theodoro sabia disso também, aquela era a oportunidade perfeita para falar com ela.
Jean passava os dedos sobre a capa de um exemplar de Hamlet enquanto seu corpo estava todo em alerta pela presença de Theodoro.
Ele se aproximou.
__Que coincidência te ver aqui pequena Jean, por acaso está me seguindo?
Jean o olhou e sentiu aquele aperto no peito por estar tão perto daquele homem. Aquele lindo homem.
Ela não respondeu e Theodoro sorriu:
__Vejo que está agindo da maneira mais adulta possível, como sempre. Fingindo que eu não existo...
Jean deu as costas para ele, ela não queria ouvir sua voz, ela não queria sentir aquela necessidade de falar para ele o que sentia e o xingar de todos os nomes mais nojentos que existiam, ela queria ser serena e estável.
Percebeu que ele continuou a seguindo e resolveu que o passeio a biblioteca naquele dia tinha sido um desastre. Decidiu ir embora.
Ela andava pelas calçadas sujas e notou que ele continuava a seu lado com as mãos no bolso e um sorriso no rosto.

Cretino. Cretino. Cretino

Jean soube então que não se livraria dele apenas com poucas explicações, seria preciso mostrar a ele o motivo de não o querer.
Ela parou de andar e se virou para olhá-lo de frente. Ele fez o mesmo.
__Eu não quero mais te ver Theodoro... Por favor, entenda isso.
Theodoro estava absolutamente horrorizado, os olhos de Jean estavam cheios de lagrimas.
__Me dê um bom motivo, eu não sei o que te fiz para você se sentir assim!
Jean sentia as lagrimas se derramando pelo seu rosto e era tão vergonhoso chorar na frente de alguém que ela se sentiu subitamente humilhada e patética.
Jean olhou para os pés. Theodoro continuou olhando para ela:
__De que maneira eu te magoei, Jean?
Era um sofrimento e uma confusão vê-la tão abalada daquele jeito. O que ele havia feito?
__Nós somos amigos, não somos? Temos tantas coisas em comum...
Era ridículo ele falar de amizade. Sentir aquilo por ele e depois o ouvir dizer que era só amizade.

Era cruel.

Theodoro não sabia muito bem o que fazer vendo Jean chorando. Ele tentou a abraçar, mas ela o rechaçou. Theodoro não se deixou abalar e apesar dos empurrões de Jean ele a abraçou forte.
__Não Jean... Não me afaste de você!
O cheiro de Theodoro. Aquela mistura deliciosa de perfume e tabaco. Era até mesmo peculiar que Jean se sentisse tão protegida ao sentir aquele cheiro.
Eles ficaram abraçados naquele dia tão frio e cinza. Era uma cena incomum e doce. Amigos ou amantes ficava muito claro que um estava ali pelo outro.
__Você quer ir para o meu apartamento?
__Eu quero muito ficar com você!
Jean não soube se disse aquela frase ou se simplesmente pensou aquilo. Ela o olhou e notou que Theodoro olhava fixamente em seus olhos:
__Então, fique comigo!
Com algumas lágrimas ainda pelo rosto Jean disse:
__Você precisa saber que...
Um nó na garganta dela fez sua voz sumir, Theodoro acariciou seu rosto e lhe beijou suavemente a testa. Então ele segurou sua mão e foi a puxando pelas ruas.
Ao fundo as luzes da cidade e sua música característica. Dentro de Theodoro e de Jean o único som eram as batidas frenéticas de seus corações!
Corriam pela cidade de mãos dadas e sorriam um para o outro, a cidade tão cinza de repente se tornou um arco-íres.
O vermelho dos faróis dos carros, o azul das placas das ruas, o verde do parque em que haviam se conhecido e o azul dos olhos de Jean.
Eles chegaram no apartamento de Theodoro.
Com o coração na boca Jean esperou ele trancar a porta e olhou bem no fundo dos olhos dele quando ele a encarou.
Jean não podia dizer aquilo que estava em sua garganta com aquela distancia entre eles. Ela se sentiria vazia.
Ela deu os cinco passos que a separavam dele e lhe tocou o rosto levemente.

Ela tinha de dizer, tinha de dizer, tinha de dizer...



Diga Jean, Diga a ele Jean... Diga as três palavras... Agora, pequena Jean! AGORA!!!



__Eu te amo.
Theodoro a encarou
__Ama?
Jean anuiu e fechou os olhos esperando pelos lábios de Theodoro. Ela ama tanto que seu coração chega a doer quando seus lábios finalmente se juntam.
Eram duas bocas, línguas e saliva. Eram peles nuas se tocando e sensações acontecendo. Uma cama e finalmente dois amantes se tornando um, roupas espalhadas por todos os lados, sons do fundo da garganta de cada um, pés que se enroscam, olhos que se admiram e bocas que se beijam. Sussurros estremecidos e corpos que se fundem. Movimentos que se repetem e mãos que tocam.

Lindo e doce.

Jean respirou fundo enquanto Theodoro deslizava de seu corpo e se deitava ao seu lado da cama .
Jean olhou para ele e eles ficaram se olhando por um bom tempo sem dizerem nada. Então, como quando se conheceram eles caíram em gargalhadas que até poderiam ser consideradas pouco românticas após um momento de amor, mas para eles foi o mais natural do mundo.
Disputaram o lençol para se cobrir e entre risadas acabaram fazendo amor novamente.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Misterioso Theodoro

Theodoro acendeu um cigarro enquanto olhava a cidade da janela de seu quarto.Ele estava se sentindo triste e sozinho. Querendo ou não Jean havia alegrado seus dias e agora...

Agora ele parecia não possuir mais nada.

Ele ia sempre olhar para uma garrafa de rum e para um dia chuvoso e lembrar-se de uma garota esquisita e linda que ele jamais poderia ter.
Ele queria ajudá-la, protegê-la ou simplesmente tê-la ao seu lado
__Pequena, minha pequena Jean.
Sua Jean não queria nunca mais o ver e isso o lembrava músicas tristes da época de sua adolescência.
Sentiu-se sendo abraçado e olhou para Alice,sua amiga que lhe esquentava a cama nas noites frias o livrando da carência de ser tão sozinho.
Alice sabia de toda a sua historia e nunca o havia recriminado, talvez ela o amasse e ele precisava sempre dela como seu ombro amigo.

Não havia cobranças, só havia amizade.

__Ainda pensando na sua garotinha?
Theodoro a beijou gentilmente nos lábios.
__Desculpe, doçura... Não consigo tirá-la da minha cabeça. Ela realmente me dispensou e eu nem sei o que fiz de errado.
Alice riu dele e disse:
__Você está apaixonado por ela.
Theodoro sentiu um aperto no peito e respirou bem fundo... Ele sabia que não deveria gostar de Jean de um jeito apaixonado...

Ele não podia.

__Talvez. Mas vou sufocar isso... Você sabe Alice, eu não posso.
Alice pegou o cigarro da mão dele e deu uma tragada:
__Claro que pode, não há nada te impedindo, há?Você é solteiro, ela também.
Theodoro revirou os olhos.
__Não é assim, Alice. Você sabe disso.
__O que eu sei é que você é um homem maravilhoso e que cometeu grandes erros quando era muito jovem. Sua Jean precisa de você.
__Eu sei que precisa de mim, mas eu só posso ser amigo dela, entende? Ela nunca me entenderia se eu lhe contasse...
__Então não conte!
Theodoro a olhou. Alice fazia tudo parecer fácil demais.
__Uma hora a verdade vai surgir e ela vai me odiar.
__Você não pode decidir tudo por ela, Theodoro. Deixe-a decidir se te odiará. Você a quer, a pegue e a faça feliz. Em algum momento surgirá à oportunidade de lhe contar a verdade.
Theodoro queria não sentir aquela culpa massacrando seus órgãos e pelo ponto de vista de Alice ele parecia completamente absolvido, o que era confortável.
__Talvez você tenha razão Alice. Mas ela nem quer me ver... Ela disse claramente as palavras “nunca mais”
__Às vezes ela está confusa... Não sei, corra atrás dela e peça desculpas, mesmo que você não saiba do que se trata.
Theodoro sorriu e lhe beijou novamente:
__Então, nós não poderemos mais ficar juntos... Serei fiel a minha Jean.
__Entendo e sofro com isso, você é um ótimo amante.
Theodoro riu dela e depois lhe deu um beijo carinhoso na testa.
__Você acha que conseguirei tê-la para mim?As vezes penso que ela nunca poderá ser minha...
__Você sabe que isso não é verdade, quem em sã consciência não amaria você?
Theodoro deu de ombros, ele não se importava com o que o resto do mundo pensava dele, não se importava se o resto do mundo caísse de amores por ele. Só Jean importava e às vezes ele sentia que ela estava sempre tão distante que ele nunca poderia alcançá-la.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

She was made for him

Em um dia de verão em que a nossa Mary Werbelow tomava sol na praia, o Universo resolveu conspirar a seu favor.
Um rapaz apareceu.Era um broto de cabelos desgrenhados andando pela areia e com olhos humorados. Sua voz arrastada lhe passou a primeira cantada de toda sua vida
"Olha que pernas lindas"
A partir daquele momento e depois de algumas troca de olhares ela percebeu que estava presa a ele.
O que fazer?

Estavam nos anos sessenta, eram jovens e bonitos, passaram o verão todo juntos, e viveram a glória do primeiro amor naquelas tardes quentes e noites inesqueciveis.
Quando Jim ia embora, ela sofria como se o seu coração estivesse se partindo, dizer até logo era terrível.

Ele era um poeta recém formado do segundo grau, ela era a sensível e linda garotinha de escola.
Será que daria certo?

Mary fez Jim finalmente se livrar das madeixas desgrenhadas e ele lhe disse "Você irá se casar comigo, querida. Mais cedo ou mais tarde terá de se acostumar com meu cabelo"

Eram feitos um para o outro.

Jim compunha poemas para ela em todos os momentos e eles eram tão cúmplices que já não havia necessidade de usar palavras para mostrar o que pensavam.

Ele andava sempre com um caderninho no bolso quando saia com Mary, a todos os momentos escrevia algo e depois ao telefone sempre recitava para ela o que havia escrito. Era intenso, era amor.

Mas nem tudo é um conto de fadas

Os pais de Mary eram contra o relacionamento e ao fim do verão eles mal podiam se ver. Jim escrevia cartas para ela todo o tempo e ligava para ela de telefones públicos quase todos os dias a fim de saber como ela estava. No começo Mary achava que ele estava a protegendo, mas depois percebeu que ele era inseguro e ligava sempre para saber se o amor dela continuava o mesmo.

Jim foi para a Universidade da Califórnia estudar cinema e Mary brigou com os pais para acompanhá-lo.
Eles viviam em alojamentos diferentes e para Mary era a melhor opção já que ela guardava sua virgindade para depois do casamento.

Ficaram juntos por aproximadamente três anos.

Mary começou a dançar em go-go bar e Jim montou uma banda com alguns colegas de faculdade. Todos conheciam Jim e Mary como "almas gemeas" onde um estivesse o outro também estaria.

Mary era uma linda garota e como dançarina chamava muito a atenção. Jim morria de ciumes e pensava que já que sua banda estava dando certo, Mary deveria deixar de ser dançarina e casar com ele.

Mary odiava o ciumes de Jim e não aceitou a proposta.

Jim dizia a ela que se sentia humilhado quando via todos aqueles homens a cobiçando e em um ato de completa raiva ele queimou todos os cadernos de poemas que havia feito para ela.

Eles brigaram e ele ainda muito nervoso a traiu com outra. Era o ínicio do fim.

Mary o amava. Jim a amava, mas o que eles podiam fazer? Eram tantos erros que o relacionamento deles estava afundando.

A banda de Jim realmente estava fazendo sucesso, o nome dela era"The Doors". Após o termino do relacionamento com Mary todos seus poemas para ela se transformaram em letra de suas músicas. Uma delas era a "The End" falando do termino do namoro

"This the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end

I'll never look into your eyes...again"


Jim nunca desistiu de Mary, a todo o tempo ele insistia para que ela ouvisse seus albuns dizendo que havia se inspirado nela, mas ela nunca teve coragem de ouvir. A essa altura o seu Jim que havia cortado o cabelo em um dia de verão já havia se transformado no deus "Jim Morrison" o Rei Lagarto,já estava se drogando e era um mulherengo de primeira...E ela sempre soube que não havia volta.

Ele pedia para casar com ela todas as vezes que a via, ela nunca pode aceitar, mesmo querendo.Ele sempre perguntava se ela havia mudado de ideia e ela sempre continuava dizendo que não se casaria com ele.

Mary finalmente foi embora dos Estados Unidos, foi passar uma temporada na India, mas o seu coração ficou com Jim.
Eles nunca mais se viram.

Jim em um dos shows completamente drogado falava de Mary o tempo todo.Lamentando o fato dela estar na India.

Em 1971, aos 27 anos, Jim Morrison morreu em Paris. As causas até hoje ninguem sabe. Sua 'mulher' Pamela Courson estava tão drogada que não soube como explicar o que havia acontecido com ele.

Mary passou por tempos depressivos em que só de ouvir o nome de Jim já a fazia chorar. Tentou construir uma vida, casou-se, divorciou-se, casou-se novamente e divorciou-se novamente. Nunca teve filhos e só contou sua historia com Jim uma vez para um jornalista. Ela não queria que distorcessem o seu Jim como fizeram no filme "The Doors".

Mary nunca tentou substituir Jim, pois sempre soube que era o homem de sua vida.



*Ouvindo She&Him, e tentando descrever o encontro de Jim Morrison com sua primeira namorada a doce Mary Werbelow*

terça-feira, 6 de outubro de 2009

o belo dia e os belos apaixonados

O dia estava terminantemente bonito demais. O céu estava de uma cor tão azul que parecia uma pintura.
Ela usava aquele uniforme azul marinho e seus pés ainda doíam da caminhada que ela havia feito três dias antes.
Caminhar até sua casa seria um sacrifício, mas sua bicicleta havia quebrado, era o único jeito. Jean se conformou ao pensar que voltar da escola sempre era menos penoso do que ir para a escola.

A casa seria só dela durante seis maravilhosas horas.

Deu um sorrisinho e continuou andando. Foi quando um movimento ao seu lado lhe chamou a atenção e ela olhou para ver o que era.

Era alguém.

Theodoro estava a seguindo de bicicleta andando encostado da calçada em que ela estava. Ele parecia muito bem e saudável, o contrario dela que não comia nada decente por três dias.
E aquele nariz grande dele nunca lhe pareceu mais charmoso do que naquele momento, e aquele meio sorriso dele também parecia mais irresistível que o natural.

__Saudações, pequena Jean. Ou devo te chamar de ‘sumida Jean’?

Jean sentiu o peito apertando em pleno desespero. Só quem já sofreu por amor, ou já viu o seu amor nos braços de outra pessoa sabe como ela se sentia ao olhar para ele.
Era como se ele estivesse impuro, como se tivesse se contaminado com algo sujo. Ela olhava para ele e o via agarrando e devorando outra mulher. E talvez isso pareça uma contradição já que ela sempre o achava lindo, mas... Era como se ele fosse irresistível e tivesse algum tipo de doença contagiosa. Algo nojento.

Mas o coração dela não sentia nojo.

__Oi Theodoro!

Theodoro estranhou a aparência dela e sua voz

__Oi Jean.

Então o silencio se fez presente e aquele desconforto se tornou insuportável.Jean apenas andava e olhava para frente.Nunca olhava para ele. Ela tinha noção que ele a encarava se perguntando o que havia de errado, mas ela simplesmente não tinha paciência nem coragem para explicar.
Theodoro era orgulhoso demais para ser o primeiro a se render a guerra do silencio. Conseqüentemente, eles não falaram um com o outro durante todo o caminho que Jean percorria até chegar a sua casa.

As mãos da pequena Jean suavam e em seus olhos era possível notar a angustia calada. Ela respirou fundo algumas vezes até perceber que não adiantava de nada e desistiu das respirações.
Ela chegou até sua rua e já procurou pela chave. Sem olhar nenhuma vez para ele abriu seu portão e antes que pudesse entrar ele segurava seu braço gentilmente, mas deixando claro que não a deixaria partir.
Ele apenas olhou nos olhos dela sem dizer nenhuma palavra.
Jean sabia que ele estava a quebrando por dentro. Novamente.
__Eu vou entrar.

__Vai?

__Sim, vou.

__Eu vim do outro lado da cidade unicamente para te ver saindo da escola, já que você simplesmente sumiu desde aquele dia da bebedeira de rum no meu apartamento, e você só me fala que vai entrar. Que merda está acontecendo Jean?

Jean sabia que ele estava a provocando. Ela tinha tentado ligar para ele milhões de vezes desde a bebedeira de rum no apartamento dele. Ele simplesmente não atendia e não retornava os telefonemas.
E por esse motivo que ela movida por um pensamento idiota de que se lhe confessasse seu amor ele voltaria a ser o que era antes, ela foi a seu apartamento e o viu com outra.
Jean apenas olhava para ele, sem lhe responder nada.
Os olhos de Theodoro estavam muito perigosos.

__Você é tão imatura... Mas o que eu esperava? Você tem só dezessete anos.

Theodoro então desviou os olhos dos dela e a soltou. Jean apenas sussurrou:

__Não quero te ver nunca mais.

Theodoro sentiu um nó na garganta e viu Jean entrando em sua casa.

Ele deveria ter retornado as ligações de Jean.

Ele não deveria ter se sentido rejeitado quando ela não falou sobre o beijo

Ele não deveria ter a beijado

Ele não deveria ter se encantado por ela quando a viu tomando chuva sozinha.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O episódio dos feijões

Jean ainda estava deitada em seu tapete, quando ouviu a voz de seu pai a chamando...

Não esteja bêbado, não esteja bêbado, não esteja bêbado...

As paredes de seu quarto pareciam absorver toda a sua preocupação e as cores vivas de repente pareciam zombar de toda aquela situação.
Ele apareceu a porta. Os olhos azuis e os cabelos desalinhados chamando a atenção. Jean soube que ele não estava bêbado, pois estava quieto demais.
__O que foi pai?
__Você fez a comida?
Jean havia se esquecido. Pediu desculpas, se levantou e rapidamente correu para a cozinha preparando algo rápido. Talvez macarrão.
Quase todas as vezes que entrava naquela cozinha escura e melancólica ela se lembrava de que foi ali que ela viu sua mãe pela ultima vez.


Sete anos antes

Era onze e quinze da manhã, era o horário que sua mãe costumava preparar o almoço. Jean estava assistindo desenho no sofá vestindo seus velhos pijamas com girafinhas, seu preferido.
Ela assistia e não falava nada, nem sorria. Só assistia porque era algo fácil de assistir. De repente um movimento na cozinha chamou sua atenção.
Sua mãe que havia ficado muitos minutos escolhendo feijões agora os jogava todos ao chão. O barulho foi irritante e para Jean foi algo tão fora da sua realidade que seu coração quase foi parar na garganta.
Percebera que sua mãe estava louca. E o pior de tudo é que ela estava sentindo medo da própria mãe.
Sua mãe tacou a água que cozinharia o feijão no chão e tacou a panela de pressão na parede com toda força.
O barulho dessa vez foi ensurdecedor.
Ela saiu da cozinha aos tropeços, os soluços rasgando sua garganta e os olhos perdidos. A mãe de Jean saiu de casa sem nem ao menos olhá-la.
Quando seu pai chegou em casa, foi um desespero. Ele pediu sua ajuda para limpar toda a cozinha e depois de limpar bebeu pinga até dormir sentado no sofá.
Até então Jean não havia percebido que sua mãe havia a deixado, só foi perceber muito mais tarde quando uma amiga dela veio buscar suas roupas. Foi quando ouviu o pai gritando com aquela mulher e mandando-a dizer para sua ex-esposa palavras terríveis.
Jean nunca mais viu sua mãe.


Sete anos depois

Jean começou a lavar a louça enquanto observava a panela com macarrão e a panela com molho de tomate.
Às vezes enquanto estava naquela cozinha sentia a mesma vontade louca de tacar as panelas para o alto e fugir.
O macarrão ficou pronto. Seu pai foi até a cozinha e ela serviu a comida em seu prato.
__Você saiu essa noite?
Jean não olhou para ele enquanto mentia dizendo que não havia saído.
__Você estava chorando por qual motivo Jean?
__Não estava chorando. É minha alergia.
Ele continuava a encarando.
__É por causa daquele idiota que eu te vi conversando aquele dia?

Sim.

__Já disse que não estava chorando.
__Você abriu as pernas para aquele miserável Jean?
Qualquer garota se sentiria horrorizada com aquela frase, menos Jean. Seu pai falava coisas desse tipo o tempo todo.
__Não.
__ Espero que você perceba que esse cara é daquele tipo de cara que gosta de comer garotinhas para se sentir jovem.
Foi mais ou menos como uma ferroada muito incomoda no coração, Jean percebeu. Apesar de ser nojento o modo com que o pai falava no fundo talvez ele estivesse com a razão.
__Pode ser, eu não ligo!
O pai dela deu de ombros
__Já jantou?
__Não estou com fome hoje.

Ela então saiu da cozinha e subiu as escadas até seu quarto se sentindo exausta. Sentindo aquela necessidade maravilhosa de esvaziar a mente e ficar anestesiada por umas boas nove horas de sono.

sábado, 3 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A pequena Jean

A pequena Jean colocou o cd que Theodoro havia feito para ela no seu radio e se encolheu ao som de Carla Bruni.
Lágrimas as vezes parecem tão pesadas enquanto estão nos olhos...Uma gota, duas gotas, três gotas...
Descalça a dor nos pés diminuía muito! Suas unhas dos pés estavam pintadas de verde escuro cintilante e o das mãos estava pintado de azul escuro.
Seu quarto tinha uma parede amarela e as outras paredes eram cor de abóbora... Seu tapete tinha desenhos infantis e em seu espelho ela gostava de grudar algumas fotos. Dois meses antes ela tinha feito um desenho de Theodoro e ele estava ao lado de uma foto sua, ambas grudadas no espelho.
Jean se encolheu mais e chorou mais um pouquinho.

Três meses antes

Jean estava sentada na frente de seu apartamento esperando ele sair. Eles haviam combinado que naquele sábado iriam andar de bicicleta pela cidade, mas havia acontecido algum acidente com Theodoro e ele mal podia andar.
Com muletas ele apareceu a seu lado e lhe deu um beijinho na bochecha.
__Nossos planos falharam, pequena Jean!
Jean deu um sorrisinho para ele e lhe perguntou de seu pé que estava engessado. Um pouco desajeitado ele se sentou ao seu lado e contou algumas bobagens a ela.
Os ombros deles se tocavam e quando os olhares se encontravam aparecia uma sensação esquisita no estômago de ambos.
__Nós poderíamos tentar dançar, Theodoro! Aposto que você é um ótimo pé de valsa.
Theodoro lhe cutucou amigavelmente a costela e lhe chamou de “engraçadinha
__Quer entrar?
Jean suspirou:
__Posso?
__Claro que sim, mas dê uma mão para seu amigo quase paralitico, por favor.
Ela o ajudou a entrar no elevador e sair do elevador. Ele abriu a porta do apartamento e fez um gesto galante para ela entrar primeiro.
Era obviamente um apartamento de homem. Um quarto pequeno, uma cozinha pequena, muita louça para lavar e um banheiro.
No quarto havia uma janela bem grande que entrava a luz do Sol e dava uma aparência sadia para todo o apartamento. Um violão no chão, meio jogado. Um guarda roupa e uma cama grande de casal.
__Fica a vontade, por favor... Posso te oferecer alguma coisa?
Jean agradeceu dizendo que não e ele pareceu meio desapontado.

E lindo.

__Tenho uma garrafa de rum, quer?
Jean anuiu e ele sorriu, ela se sentou na beirada de sua cama e ele a chamou na cozinha para ajudá-lo com os copos.
Sentaram-se na cama. Theodoro com a garrafa nas mãos preenchendo os copos assim que eles ficavam vazios.

Rum era doce... Nos lábios dele deveria ser ainda mais doce.

Sem se dar conta ambos já estavam deitados e bêbados, um ao lado do outro. Theodoro começou a fumar e Jean reclamou, pois odiava o cheiro do cigarro. Ele apenas sorriu para ela, a achando hilária.
Jean descansou a cabeça no ombro dele enquanto Theodoro fumava e bebia.
__Se seu pai descobrir que você esta assim comigo ele me dá um tiro.__disse ele
Jean deu de ombros e se aconchegou mais ainda em seu ombro:
__Aquele bêbado maldito!
Theodoro riu de seus termos pouco elogiosos e ela lhe deu um beijinho no rosto.
__Você também está bêbada, minha pequena.
Jean sorriu. Não estava bêbada...Não muito.
__Mas eu não bato em ninguém quando estou bêbada.
Theodoro ficou um pouco tenso:
__Ele bate em você?
__Às vezes.
O mais impressionante na confissão de Jean não era o fato de apanhar de seu pai ‘as vezes’. O mais impressionante era a inflexibilidade de sua voz ao contar tal fato. Com tanta naturalidade como se falasse do tempo.
Foi a vez de Theodoro praguejar:
__Maldito.
Jean completamente embriagada colocou o indicador sobre os lábios dele e fez um “shhhhh”.Theodoro deu um beijinho em seu dedo.
Jean sentiu o coração na garganta
__Seu pai não deveria bater em você.__A voz dele estava arrastada, ele também não estava completamente são.
__Eu não me importo mais.
__Eu me importo Jeeeean.
Jean se levantou e sentiu sua cabeça rodando
__Uou.
Ela caiu deitada na cama novamente e ambos caíram na risada. Beberam até a garrafa ficar vazia.
__Meu Deus, estou vendo tudo rodar__explicou Jean
Theodoro a abraçou muito forte e falou qualquer coisa que ela não conseguiu entender. Logo em seguida ele puxou seu rosto para cima e lhe beijou a ponta do nariz. Com sua voz embriagada disse:
__Você é tão bonita, tão bonita, que me parece um doce.
Jean bêbada balançou a cabeça e disse:
__Não, você que é lindo. Você é o homem mais lindo que já vi!
Jean então foi lhe dar um beijinho carinhoso na ponta do nariz, mas como ambos estavam bêbados e com vertigens, o beijo foi na boca.

E ela realmente comprovou que o rum nos lábios dele era ainda mais doce.

Uma pena que em seguida ambos dormiram, mais pena ainda foi o fato de que quando Jean acordou, as onze horas da noite, ela não se lembrava de quase nada, incluindo o beijo.
Theodoro fez café forte para ambos e depois Jean foi embora ainda com a cabeça tonta e os pensamentos atordoados.

Felizmente Theodoro tinha tanta experiência com bebidas e com bebedeiras que já não se esquecia mais do que fazia enquanto estava bêbado, diferente de Jean.

Sim, Theodoro não se esqueceu do beijo, mas como Jean não disse nada sobre isso, ele resolveu fingir também que nada tinha acontecido.Interpretando de maneira errada o silencio dela.

Alguem como você

Você me tem quando quiser

posso ser sua amiga, posso ser sua namorada de mentirinha, posso te beijar e posso enroscar meu braço direito no seu braço esquerdo
Eu peço sua blusa pois está frio, você me conta toda sua vida, você me conta todos seus casos de amor, você me abraça, me beija e diz que me ama.

Eu aceito você, eu respeito você, eu digo a você quem eu sou e eu conto cada pensamento que surge na minha mente...Na verdade eu nunca fui tão sincera com ninguém como eu sou com você.

Eu não tenho medo de te perder, eu não procuro te amarrar a mim e eu sei que você é de todo mundo que te ama do mesmo modo que não é de ninguém.

Com você eu desfruto da liberdade do ser humano, das escolhas mais perigosas e você me libertou de todas as minhas correntes.Você tirou de mim tudo aquilo que eu sentia que era errado, você me mostrou que todos somos movidos a sentimento e francamente, você é lindo!

Você não é meu namorado, você não é meu amigo, você não é meu irmão...Penso as vezes que você é outra parte de mim. Você faz tudo o que eu quero fazer e você é tudo o que eu queria ser.

Hoje eu sinto que te amo com todo meu coração e eu sei que você é como uma ave e eu não posso te forçar a ficar, você tem que voar, alegrar e mostrar tudo o que você me mostrou a outras pessoas...Você é minha Amelie Poulain versão menino, você é o que eu buscava durante tanto tempo e que eu finalmente achei

Um pedacinho meu é seu, da mesma forma que um pedacinho seu é meu.

O meu melhor 'alguém'

sábado, 26 de setembro de 2009

O começo

Jean andava em uma rua muito movimentada, as luzes flutuavam por cima de sua cabeça e seus pés andavam rápido e doíam horrivelmente.
Ela tinha um papel dobrado quatro vezes no bolso e nos olhos Jean tinha um brilho típico de menina quando se está próxima de se tornar uma mulher.
Ela atravessou a rua correndo, seus pés protestavam debilmente e para distrair a atenção da dor, ela imaginou o que estava prestes a fazer e imaginou as conseqüências disso...
Jean sentiu o coração na garganta, e não apenas pela corrida que fazia, mas pelo mero pensamento de estar nos braços dele.
Ele. Ele. Ele. Ele. Ele. Ele.

Seis meses antes.


Quando chove você não espera encontrar garotas bonitas sentadas no banco de uma praça no meio do nada, olhando para o nada e não se importando com nada.
Os cabelos da garota bonita estavam empapados e escorregavam pelos seus ombros enquanto seus olhos encaravam a vida.
Ela estava começando a congelar e apesar do desconforto que isso causava, não deveria ser pior do que tudo o que ela estava passando.
Morrer congelada naquele momento pareceu a ela uma morte muito digna.
Seus braços protegeram seu rosto das gotas brutais que desciam do céu e machucavam sua pele.
Uma musica triste entrou em sua cabeça e ela pensou que aquele era o final, que a qualquer momento a existência dela chegaria ao fim. Um soluço ficou preso em sua garganta e ela se impediu de chorar. Fechou os olhos.
Perdeu a noção do tempo.
Percebeu a presença de alguém próximo e de um jeito bem preguiçoso abriu os olhos se perguntando quem seria o miserável a interromper aquele momento de reflexão de sua vida
Era um imenso guarda-chuva vermelho e embaixo dele havia um homem a encarando sem nenhuma expressão que ela pudesse decifrar.
__Você está bem?
__Sim.
Ele deu um sorriso divertido para a garota bonita:
__Bom, penso que parece perdida.
__Mas estou bem!
Ele ficou olhando para ela durante alguns segundos a achando completamente louca.
__Quer um cigarro?
A garota bonita o olhou como se ele houvesse acabado de chutar um filhotinho de gato.
__Não fumo.
Ele então se sentou ao seu lado sem nem ao menos pedir licença e ela se sentiu incomodada e amedrontada com sua proximidade.
__Tenho vinho na bolsa, quer?
__Eu estou bem, não se preocupe.
Ele olhou para aquele rosto frágil de boneca e disse:
__Você está com os lábios azuis... Penso que seria bom tomar alguma coisa que aqueça seu sangue.
Garota bonita se deu conta que seu corpo estava até mesmo dormente devido ao frio:
__Ok... Aceito o vinho.
Ele sorriu para ela e abriu a mochila que carregava tirando de lá uma garrafa de um vinho de aparência barata.
Garota bonita tomou direto do gargalo e ele se aproximou ainda mais dela guardando seu corpo com o guarda-chuva vermelho.
__Sou Theodoro, a propósito!
Garota bonita disse:
__Sou Jean.
__Você costuma sentar em praças enquanto o mundo desaba?
__Não.
Theodoro respirou fundo e ela o encarou. Ele parecia ter quase trinta anos o que o fazia uns dez anos mais velho que ela e tinha um nariz grande porem extremamente charmoso. Seus olhos eram perigosos e castanhos, talvez amáveis, talvez quentes. O cabelo estava um pouco úmido e era muito desorganizado, como se tivesse acabado de acordar.
Jean voltou a atenção para o nada a sua frente e eles ficaram em silencio, um ao lado do outro até a chuva acabar e se tornar uma garoa desconfortável. Dividiram um guarda-chuva vermelho sentados em um banco envernizado recentemente como se fossem velhos conhecidos, como se sempre houvessem feito coisas assim.
__Você deveria ir para a casa, pequena Jean... Suas roupas estão ensopadas, acho que você pode pegar uma pneumonia se continuar assim.
Ela o encarou com seus olhos azuis opacos e sussurrou:
__Talvez eu seja uma sem teto, talvez eu não tenha uma casa.
Theodoro a encarou e sua boca se entortou em um divertido meio-sorriso:
__Então eu posso te adotar. Levo-te para minha casa, te dou um banho quente, te ofereço cobertores e te dou mais vinho.
Jean o olhou com um pouco de surpresa e depois de ver seu sorrisinho acabou sorrindo também, o risinho se tornou gargalhadas histéricas e aqueles dois estranhos ficaram naquele banco, amparado por um guarda-chuva vermelho, rindo como se fossem crianças tolas.
Foi naquele momento, por causa daquelas palavras sem sentido de Theodoro que Jean se apaixonou por ele.

Seis meses depois

Jean estava quase chegando na rua dele, uma risada preencheu os lábios dela e sua vontade foi de dar pulinhos.
Ela relembrou algumas frases do que havia escrito naquele papel dobrado em seu bolso
Sua respiração chega a ser uma poesia, suas palavras são harmônicas como o mais doce canto dos anjos, sinto sua presença até mesmo em uma rua vazia, sinto você o tempo todo e as vezes sinto tanta sua falta que parece que um pedaço meu se perdeu... Gosto tanto de você que sinto vontades de beijar todo seu corpo, quero roubar-te para mim.Quero te mostrar que sou tua, quero que sejas meu! Sejas meu, eu amo você.”

Essa seria sua declaração de amor e em seus pensamentos ele reagiria tão bem que a tomaria nos braços e lhe daria um bom beijo e aquele primeiro beijo deles seria sempre lembrado por eles em todos os momentos.
Com o coração na garganta ela finalmente virou a esquina do apartamento dele e...
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E o viu nos braços de outra. Grudados pelos lábios e dividindo calor. Bem na frente do prédio e a cinco passos de Jean
Como era possível?
Eles se abraçavam tão fortemente que pareciam prestes a chegarem as vias de fato.
Nojento. Repulsivo.
Sem perceber Jean soltou um gemido de sofrimento e se deu conta que as mãos que estavam no bolso em torno do seu papel dobrado estavam o amassando, destruindo.
Seu coração não somente se quebrou,ele mais parecia ter sido atingido por uma bomba atômica.
Ela soltou uma risada e uma lágrima escapou de um de seus olhos. Deu as costas para a cena de beijos e abraços a sua frente e voltou pelo mesmo caminho que havia feito para chegar até ali.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Across the Universe!


Words are flowing out like endless rain into a paper cup,They slither while they pass they slip away across the universe.Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind,Possessing and caressing me.[...]Images of broken light which dance before me like a million eyes,They call me on and on across the universe.Thoughts meander like a restless wind inside a letter box,They tumble blindly as they make their way across the universe[...]Sounds of laughter, shades of love are ringing through my opened ears,Inciting and inviting me.Limitless undying love, which shines around me like a million suns,And calls me on and on across the universe.


nothing is gonna change my world! Nothing is gonna change my world!!!



there's nothing better than our friendship =DDDDD

sábado, 12 de setembro de 2009

Leandro da minha vida

"sutil apreciadora do etílico uvarado.....
a agua gravosa que alegra os pores do sol
na inflamidade de suas gotas vermelhas
com suave aroma de sorriso boémio
néctar de mel indecifrável
amante das impossíveis ideias, na qual uma me veio
por um momento na falta de sensatez
te descrever o sabor que tem
te ver outra vez.
"

Leandro

L. escreveu isso falando sobre vinho (minha bebida preferida) e falando também em me rever...

é bom ter amigos talentosos!

sábado, 5 de setembro de 2009

outra.

É pessimo tentar ser perfeito.Porque você cobra a mesma perfeição de outras pessoas, e quando elas mostram a você que não são perfeitas você se decepciona, quando na verdade a unica culpada é você.

Eu sempre quis que ele não fosse tão arrogante, porque isso é feio.
Eu não queria que ela fosse tão movida por sentimentos e fosse mais racional.
Eu também não gostava de quando ele fumava na minha frente e achava graça da minha cara.
Eu não queria que ela fosse tão fútil.
Eu queria que ele se apaixonasse por mim, porque eramos perfeitos um para o outro, ele me ensinando matemática e eu o ensinando sobre musicas
Eu queria que todos tivessem todo o tempo do mundo para mim.
Eu não queria que ele ficasse bêbado com tanta frequência.
Eu não queria que ela estragasse seu pulmão com nicotina,
Eu não queria que ele fosse amiga de outras garotas, eu queria que ele fosse só meu.

Sou mimada, sou egoísta, sou infantil!

é nessas horas que eu vejo como eu sou uma estúpida!

O-Quase-Musical-Monterrey


Quero o cachorro grande novamente em Santo André e não abro mão!


Amanhã faz uma semana que fui ao show, em meio a tristezas e risadas e muitas emoções, mas foi um otimo show!


O cheiro de maconha estava de matar, muitas pessoas esquisitas, mas tinha pessoas legais e o show em si foi divino!


CACHORRO GRANDE VOLTA PARA NÓS DO ABC PAULISTA PELO AMOR DE DEUS!!!!



serio, completamente viciada nos guris!


*ouvindo insistentemente "A alegria voltou" e cantando como uma louca*

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Até minha camiseta do Oasis sumiu!


Acho que só agora que eu me dei conta que o Oasis ( o meu e só meu Oasis) acabou.

A banda da minha vida, as musicas nos melhores e piores momentos

ACABOU

quer saber? Estou triste pra caralho e to chorando!

Eu não tenho mais condições de ouvir eles ao vivo, eu não tenho mais como ouvir composições novas, ou ficar na expectativa de comprar um cd novo!
Eu choro oasis, eu respiro oasis, eu vivo oasis

Não posso ver meu caderno com o Liam todo bonito na capa que já me dá vontades de chorar, não posso ouvir nenhuma musica deles porque me faz lembrar que acabou...Eles vieram me acompanhando por todos esses anos e sem querer construi uma vida em cima das musicas deles e agora que acabou...E agora que acabou...

sábado, 29 de agosto de 2009

Jogo de estrelas--A parte final

Amanda falava ao celular enquanto suas amigas desciam os degraus de uma escada, ansiando com todos seus corações por algo muito acima de tudo que as cercava, elas sorriam, provocavam-se umas as outras.
Tantas coisas tinham acontecido, tanto tempo havia se passado, e hoje finalmente ela iria ao show que significava toda sua adolescencia, todo o passado que ela jamais poderia esquecer em toda a sua vida.
"Best" ao celular falava que não poderia ir ao show e ela já decepcionada vira o rosto para o por-d0-sol.
E é quando ele surge.
Lá, exatamente onde ela sempre imaginou que algum dia ele surgiria, e dessa vez ela não estava sonhando, ela via ele, ela respirava o mesmo ar que ele.
Meu Deus, tantas diferenças em seus olhos, em seu cabelo, em cada traço daquele rosto tão precioso para ela.
Justo alí, ele estava justo alí!
Os olhos de ambos se encontram e eles sabem na alma deles que há ainda aquela ferida pulsando e pulsando dentro de cada um. O tempo que não volta, o mundo que não gira mais na mesma frequência que antigamente os acolhia e os tornava um só.
Ela sabe que ele a reconhece, ele sabe que ela sempre o amou e ele pode sentir isso como se fosse um raio de sol o queimando...aquele sol que estava morrendo.
O chamado.
Ela havia chamado ele durante dois anos e ele finalmente tinha atendido ao chamado dela.
Olhe para as lágrimas que ela derrama unicamente por você Felipe, faça isso, veja o amor que ela só carrega por você, aquele amor que nunca morreu...
Ele sabe disso. Ele sente isso.
E ela chora tão desesperadamente e soluça tanto sem saber o motivo... Os braços amigos a envolvem, só elas sabem o que passaram juntas tudo por causa dele...
Ele sabe?
Sim, no fundo ele sabe.

É interessante como o destino muitas vezes prega peças nas pessoas. Ele estava com a atual namorada naquele show que Amanda tantas vezes ansiou assistir com ele, Eles ficaram lado a lado o show inteiro, os olhares se encontrando, a vontade de chorar crescendo, a pobre atual namorada se sentindo exilada percebendo que uma parte dele jamais seria dela e finalmente conhecendo o motivo.
O passado.
Amanda se lembra do primeiro dia que o viu. O cabelo comprido, o corpo cheio de energia andando pelos corredores daquele shopping e ela dizendo " O do meio é meu!" O mundo girando...
Sinceramente... Sinceramente...

A musica deles, as palavras, ela estava tocando! E indiretamente finalmente ela tinha realizado seu sonho, assistido o show DELES juntos.
A lua brilha e nada foi em vão Amanda... Nada... Você sente isso? Você sente o destino te dizendo que ele é só seu, que ele é o homem da sua vida!

É ele! Você procurava sinais, Amanda? Aí estão todos eles

É engraçado como as vezes historias terminam como se houvessem se iniciado...

Ele é seu, você é dele. A ferida que pulsava está sarando agora através de todas suas lágrimas.

E o alivio é tão grande que você finalmente pode respirar fundo, almas gêmeas existem? É, você sabe que sim, você tambem notou que de alguma forma foi especial para ele. Todos notaram e todos os dias desses dois anos foram te levando unicamente para essa noite, para esse fim que nada mais é que o começo.
Oasis acabou, sua historia de sofrimento e amor platonico finalmente tem um desfecho bonito, um adeus que você nunca havia dado,E ao som de Cachorro Grande você se despede de tudo.

E a narradora que vos fala se sente honrada por ter presenciado esse reencontro.Só podia ser assim...

FIM

Jéssica Paula Ripper

[Cansada, com os pés em carne viva, com os cabelos esvoaçantes, com o estômago embrulhado. Oasis, a minha banda predileta e a minha adolescencia toda tiveram um final hoje...E sabe do que mais? Foi o fim mais bonito, foi todos aqueles anos resumidos e presenciados em duas horas e a vontade que eu tenho é de chorar durante cem anos, Eu vivi nesse tempo, e as próximas horas serão as melhores...Eu não sei o que sentir, tudo parece mostrar tão bem o quanto Deus existe, o quanto ele nos guarda tudo de bom e que nos leva a caminhos que nos fazem vivos... Eu sempre soube que esse seria o melhor ano da minha vida, hoje eu posso sentir isso, porque só hoje, morrendo de cansaço como nunca antes, e com todos esses pensamentos, eu posso dizer que estou viva... U and I gonna live FOR EVER]


post dedicado a uma amiga minha que vai ler isso e que é a melhor amiga do mundo de todo o coração!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O colorido da vida

Já percebeu que quando venho aqui ou estou imensamente feliz ou terrivelmente triste?Qual o meu problema afinal?

Eu gosto do azul do céu de inverno, eu gosto de sentir o vento, eu gosto de me molhar enquanto lavo meu quintal com a minha mãe, amo meu cachorro mesmo sabendo que ele é louco, gosto da textura dos meus livros, gosto da minha casa, gosto do cheiro das minhas roupas, gosto do gosto das frutas e me sinto a vontade para sorrir...

Odeio me sentir desajeitada, odeio criticas, não gosto de cigarro e não gosto de copias...Não gosto de fechar portas, tenho medo do escuro e muitas vezes me acho a pior das pessoas,não me sinto a vontade para chorar.


Meu mundo teria sempre a cor do céu do inverno, teria o vento refrescante do verão e haveria muito suco de limão e maracujá por todos os cantos, e bala de goma não engordaria e eu jamais esbarraria em tudo, jamais decepcionaria as pessoas e seria elegante e doce sempre.


hoje estou triste
agora estou triste
estou ouvindo Regina Spektor "On the Radio"

paz e amor

terça-feira, 25 de agosto de 2009

That Girl has love

Estou aqui, vendo a chuva cair através da minha janela e no meu ponto de vista tudo parece estar cinza e sem vida.
Fico assombrada ao saber que ao mesmo tempo que uma garota de dezoito anos morre em um acidente de carro, uma outra completa quinze anos hoje.
A vida é irônica e cruel.
Nós fazemos tantos planos que não dão em nada...

Estou triste hoje, estou triste por ver pessoas tão boas nos deixando de maneira tão triste...Espero que Deus dê conforto a seus familiares, a seus amigos que hoje choram, espero que a alma dela esteja brilhando em algum lugar...Eu nem sei se a conhecia, talvez algum dia eu devo ter cruzado com ela, mas tenho certeza que ela deixou um rastro de amor por onde ela passou e a alegria dela com certeza é tão forte que marca a todos nós que indiretamente estamos interligados a ela, nessa teia de aranha que é a vida.


Esse post é dedicado para Jéssica, amiga de uma amiga minha, que infelizmente não tive o prazer de conhecer muito bem, mas que ouvi falar dela durante muitos anos, a menina docinho.

Esteja bem, esteja em paz...

"I dont know a lot about her but she, she knew a lot about me, her family seemed to love her if what they say is true her friends all shared the good times man that girl has love that girl has love(...)now she's seeing things that come in our dreams at night shes a dreamer! she doesnt know things will never be the same again she'll always be seventeen that girl has love"

Rooney--That girl has love

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Segredos

Por hoje estou farta deles e estou falando serio, acho que as pessoas realmente confiam muito em mim, só hoje soube de varios segredos que sinceramente mudaram muita coisa que eu penso sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre minha vida.

Todo mundo tem algo que esconde.

E todo mundo sabe que esconde algo.

O que eu fico pensando é; fará sentido manter um segredo?Porque esconder algo importante das outras pessoas sobre seu respeito é como não permitir que elas lhe conheçam, uma forma mais leve de ser "duas caras".
Sempre vejo todos reclamando sobre a falta de honestidade e amizade, dizendo que odeiam falsidade, mas ser falso é justamente ocultar algum traço de sua personalidade e deixar todos a sua volta terem uma opinião sobre você baseado naquilo que você mostra, naquilo que você não é.Isso é falso.De modo que, pelo meu humilde ponto de vista, ter segredos que mudem de algum modo o que alguém pensava sobre você é um tipo de falsidade bem vista pela sociedade.

Então se todos temos segredos, todos somos falsos?

Se for, isso é maravilhoso, pois descobrimos que todos temos esse adjetivo em comum e não temos o direito de tacar na cara de ninguém o que ela é, ou deixa de ser.

Se for absurdo, é apenas uma consequencia do sono,da cabeça cheia de pensamentos, dos olhos vermelhos de chorar, o coração cheio e vazio ao mesmo tempo.

Eu tenho segredos...

E no momento sou guardiã de vários e nem sei se sou suficientemente boa e confiável...

Ontem tudo estava lindo a essa hora da madrugada, pensávamos em príncipes encantados que finalmente estavam escalando nossos muros.Sei que é irónico dizer, mas parece um conto de fadas, parece a historia da Cinderela, como a carruagem dela virou uma abóbora...Hoje os príncipes viraram sapos.

Nem sei se isso é bom
Nem sei o que é isso...

Tenho a ligeira sensação que felicidade plena é uma armadilha para a tragédia.


paz.

domingo, 16 de agosto de 2009

Basically, I wish that you loved me

Eu já escrevi sobre você aqui, essa é a segunda vez, creio eu... mas hoje serei bem direta...

Eu sinto sua falta.

Imensamente.Intensamente.

Sinto sua falta porque o relógio marca três horas da manhã e três minutos e esse era o nosso horário, sinto sua falta porque toda vez que eu me despedia você dizia "Já vai?Vai me largar mesmo?" Sinto sua falta porque você sempre soube que eu não conseguia te deixar quando você usava essa técnica tão velha.
Ah, eu sinto falta das suas historias engraçadas, das suas tragédias, de tudo o que tínhamos em comum e mesmo assim gostamos de fingir o inverso...Sinto a falta dos debates, das suas opiniões machistas, do numero do seu celular, sinto a falta até das estrelas que parecem brilhar unicamente para me fazer lembrar de você

Essa é a verdade.

Eu sinto a falta do que eu nunca tive e isso é tão estúpido não é?

Eu lembro de quando você me perguntou se eu amava você, lembra disso? Eu lembro que te respondi que não sabia, e você se transformou no cara mais arrogante do mundo...
Eu lembro de quando você disse que se não fosse por ela você me amaria, mas ela existia de modo que não havia jeito para nós.

Eu lembro de como você veio para mim, o melhor dos amigos, me protegendo e amparando, sempre ao meu lado, lutando por mim...

Eu vejo suas fotos e não sei se choro ou se sorriu...Ah meu Deus, eu sinto tanta a sua falta que dói, e eu sei que parece que você não existe mais, mas é como se não existisse, não é?

me dizem que você foi feito para mim, tem a postura do homem que eu busco e eu prefiro morrer a admitir isso H. Eu só sei que eu tenho esperança de que talvez você possa voltar, não é?


Eu continuo a não saber se te amo, eu continuo a escrever por você e para você e sempre desistir de fazer você saber o que eu sinto.
Eu sei que você nunca foi totalmente meu, mas a parte que era minha era a que eu mais valorizava...
Eu queria estar com você agora

eu prometi que ia fazer um acústico para você no dia que nos conhecemos e eu nunca cumpri a promessa...

e eu sei que isso está escrito de maneira bagunçada, a ordem dos fatos está errada, mas eu nem me importo


"Dormir é para os fracos"

você acredita que até isso me faz sofrer, quando eu lembro?

e sabe o que eu penso?

Essa merda não tem mais tanta graça sem você

sábado, 8 de agosto de 2009

Love me two times

Se alguem me perguntar qual foi a trilha sonora do dia de hoje eu vou dizer

DOORS

muito DOORS

brigas absurdas, surtos, porradas e gritos

e depois de tudo

eu sento, pego uma garrafa de vinho e começo a beber...escuto alabama song e love me two times e percebo que se não fosse trágico seria comico

ou é so minha mente distorcida pela bebida


one for tomorrow one for just today!

caramba, meu rosto tá queimando e esse vento é tão agradavel no momento!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ecoa o azul

Nos últimos dias tem acontecido tantas coisas que nem tive tempo de dizer como foi minha viagem a São José do Rio Preto.
Na realidade acabamos por não visitar São José, ficamos em uma cidade pouco conhecida chamada Bebedouro, há muitos anos atrás eu morei lá e a maioria dos parentes da minha cunhada moram lá de modo que ficamos por lá mesmo.
Depois fomos para Barretos e é aí que a historia fica mais interessante, eu revi meus amigos de infância, de quando eu morava em Bebedouro e é tão estranho abraçar todos eles, saber que tivemos um passado tão legal e saber que não há um futuro para nós juntos, que tudo mudou do jeito natural da vida, mas que nos deixou tão distantes.
Todos eramos tão crianças.Eu tinha oito anos, Andressa tinha nove, Alessandro tinha treze e o André tinha quinze, eu acho...E já se passaram dez anos e agora só nos resta os momentos nostálgicos de nossa infância!Brincar de bonecas com a Andressa enquanto o Alessandro ficava por lá a irritando com suas brincadeiras e o André com sua recem adolescencia permanecia no computador e mal nos dava bola.

Bons tempos...Bons, bons tempos.

"Chove... Quando em vez...Morrem feito déja- os planos que se fez e ao julgar por seus cabelos,faz um ano ou mais...E ao julgar por seus cabelos,Faz um ano ou mais.E do que restou ainda ecoa o azul"

Ecoa azul-- Os MacCacos


ouvindo Fim do Motim dos MacCacos

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ZOOOOOOOOM


Ontem teve um showzinho bem bacana da banda Zoom Beatles.

Como o nome já sugere, é uma banda cover dos grandes e imcomparaveis beatles(ohhh) e eu nunca tinha ido antes a um show cover de nada, de modo que para mim foi bem impressionante a semelhança que há entre as vozes dos caras da Zoom e dos Beatles.
Em alguns deles as semelhanças chegam a ser físicas o que nos deslumbra o coração, e sim você realmente vai poder achar que eu sou uma idiota por ficar deslumbrada, mas sinceramente não tem como não ficar.
E eles são simpatississimos, todos muito agradáveis e talentosos, e quando eles tocam os refrões tão conhecidos com as vozes tão parecidas dá uma sensação de euforia otima.

Recomendo a banda para quem curte cover e para quem curte beatles, lógico.Eles mandam muito bem, o som é maravilhoso!


coloquei uma fotinho deles que a gente tirou ontem


fiquem bem, sejam bonzinhos

terça-feira, 28 de julho de 2009

Daiane da minha vida


Nos últimos meses quase não temos mais tempo para nós!Você estuda, trabalha e de fim de semana costuma sair com seu namorado.
Não estou reclamando.Só estou constatando um fato!
E, tudo bem, porque sempre que nos vemos eu dou muita risada e a gente se diverte de um jeito tão espontâneo, por tantas besteiras.
Eu nem te vi nesse ultimo dia do amigo e nem te dei um abraço bem apertado e agora estou triste.Você sempre tão presente na minha vida, passando por todos os obstáculos e todos os momentos felizes comigo!Você que brincava de boneca comigo quando nós eramos crianças, você que assiste Titanic comigo não importando a quantia de vezes e sempre morremos na parte que o Leo Di Caprio tira a franja do olho.
A sua risada ecoando em cada cômodo da minha casa, as pipocas, os copos de suco de goiaba, duas barras de chocolates para cada uma de nós. Tantos caras bonitos que nós vimos, paqueramos, conhecemos... As poucas vezes que te vi chorando, os sorrisos e os olhos brilhando.
O cabelo mais bonito, as conversas mais inúteis, a companhia mais maravilhosa, as expressões mais marcantes e você na minha vida como prova que ainda existe esperança.As musicas! Eu ainda tenho decorada cada palavra daquela musica 'Tudo que vai' do Capital Inicial, nós cantamos ela até hoje...E no momento eu sinto tanta sua falta que meu peito dói, e você foi e é a melhor amiga que eu poderia ter.

Eu amo você

Você vai sair dessa Dai!! Eu só estou escrevendo tudo isso porque eu sei que você vai sair daquele hospital LOGO e vai ler isso que eu escrevi

Eu amo você!

Eu preciso que você fique bem para sair comigo, ir ao cinema, ver o Edward e gritar, dividir estorias.

Te ver sofrendo dores que eu não posso curar me parte em duas.

Amiga de infância, amiga que atravessou o tempo comigo...

Fica boa logo!

"Hoje é o dia
E eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia.
Só as coisas que você não quis
Me fazem companhia
Eu fico à vontade com a sua ausência
Eu já me acostumei a esquecer
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro
Salas e quartos
Somem sem deixar vestígio
Seu rosto em pedaços
Misturado com o que não sobrou
Do que eu sentia
Eu lembro dos filmes que eu nunca vi
Passando sem parar em algum lugar.
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais
Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu
Nem quando, nem onde
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais"