terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ânsia

Penso em diversas maneiras em como fazer isso ficar expresso aqui. Eu penso em você e penso em mim e penso nos nossos amigos e penso nos nossos planos e penso nos nossas preferências pra música, pra lugares, pra pessoas e pra vida, ou  pra ausência dela.
 Fico com isso na minha cabeça  e o tempo todo quero dizer o que você já sabe, no obvio. Do meu claro e óbvio encantamento por você. E em como boa parte de mim é você, simples assim, o tempo todo.
Falo com você todos os dias, penso em você todos os dias e penso em coisas que preciso contar pra você, quando você não está por perto. Coisas bobas que eu vejo na TV, que aparecem no meu dia-a-dia e sei que você poderia gostar de saber.
Penso nas suas unhas coloridas, nos nossos saquinhos de bala de goma, nos chás da tarde, penso nos bolos que eu fiz,  na sua eterna vontade de tomar sol e no seu desespero nos dias de chuva.
Eu penso que uma vida toda não é suficiente para ter alguém que me completa tanto , ao meu lado. Eu quero todas elas, TODAS elas vivendo com você. E me faz sofrer pensar assim, porque amar alguém do jeito que eu amo você às vezes me faz covarde. Tenho medo até de te abraçar de tanto que te amo.

E amo, sim.  Sempre. Dentro desse meu desespero e angustia e dentro do meu choro embaixo do chuveiro e antes de dormir, eu amo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ok.

Pensando em como faz tempo que não escrevo aqui e em como preciso escrever algo para você urgentemente. Percebi que não há registros aqui que provem sua existência em minha vida e isso pode significar que você nem existe de verdade.

E, na verdade, eu já falei tanto sobre como me sinto com você, que nada do que eu disser aqui será uma surpresa. É engraçado isso, não é?

Porque se eu resolver falar dos seus olhos aqui, você vai automaticamente saber  o que eu vou dizer deles. Eles são lindos. Os cílios, o formato, a bondade e tranquilidade que há neles.  Da mesma forma que a combinação deles com seu sorriso faz  de você a pessoa com aparência mais etérea que eu conheço. E que eu quero conhecer.  Porque, no nosso caso, falar assim não é redundante.

Eu queria ser mais generosa, quero saber mais de você, queria não ficar falando de mim inesgotavelmente feito uma egoísta só porque, no meu intimo, eu tenho a impressão de que alguma hora você vai se assustar demais com minhas bizarrices e vai embora.

Só que nossa carta de tarô diz que você não vai embora. Mas ela não me explicou ainda sobre tudo isso que eu sinto, afinal o que é?  Tão, tão repentino que me pegou de surpresa e me deixa sem saber como agir, sem saber como lidar com tudo isso, como falar pra você que eu me sinto assim?

Quero me enroscar em você igual um gato, quero te morder, quero partes de você  perto de mim para eu conseguir me sentir segura quando o monstro da insegurança bater a minha porta. Quero sua presença antes de dormir e quero aventuras com você.

Eu quero viajar com você,  duas pessoas sagitarianas com o mesmo ascendente percorrendo o mundo, encontrando por todas as possibilidades de alegrias juntas. E eu quero o coelho também e a capivara... E, pensando bem, até o gato. Até o gato eu quero,  se ele for ruivinho como a gente. E quero o  seu misticismo e as minhas bruxarias, quero nós duas  pra sempre dentro desse circulo sagrado que, no momento, existe entre nós.

Não, eu não quero o 'pra sempre'. Ele nem existe. Mas, eternizando essa madrugada nesse texto, te digo que hoje eu te quero aqui pra sempre; o pra sempre existe agora.E que clichê dizer tudo isso se posso resumir tudo com aquele "ok" ou com as minhas mais  inexpressivas formas de ser eu, que te deixam tão zangada.  


It's true, look how they shine for you



Okay, Nina, Okay.





terça-feira, 20 de agosto de 2013

ou pra mudar.

A cada dia que passa a corda está mais fraca, minhas distrações passaram a ser protagonistas na minha vida e você virou uma distração que,às vezes, passa pela minha cabeça e me causa uma pontada dolorida no peito.
Às vezes.
Hoje acho que estou frágil e, ouvindo aquela música do pink floyd, eu ainda me lembrei de você. Não, eu não te quero aqui. Não, eu não quero que você fale mais comigo. Não, não quero, APENAS NÃO QUERO, suas maneiras egoístas, sua falta de empatia, as palavras maldosas, as risadas cruéis.




A corda deu um tranco e me fez pensar em tudo isso, mas repito: ela tá a cada dia mais fraca.Uma hora dessas, tenho certeza, ela há de se partir.

domingo, 14 de julho de 2013

Soulmatinha

E é preciso dizer que de repente a gente se vê puxado de uma extremidade a outra por um sentimento maior e incontrolável. O amor aparece nas pessoas mais inesperadas, aquelas pessoas naturalmente lindas que riem com os olhos, que falam e falam e falam e tudo é uma novidade tão louca que de repente não é possível imaginar um mundo sem elas.

 Fazia tempo que não sentia essa graça  de amar assim tão rápido e querer o bem tão rápido. Que bom, que essas pessoas lindas fiquem na minha vida e façam dela mais bonita e que seja natural essa troca de experiências sempre, e que estejam por perto para me fazer feliz e para que eu as faça felizes também
Amor é amor; seja numa embalagem mais apaixonada ou em uma mais amigável e afetiva, e é engraçado reconhecer o sentimento e saber que de uma forma até ingênua já estou entregue.

E eu, que estava achando dois mil e treze tão sem graça, parece que me enganei.

"Onda do mar do amor. Que bateu em mim"


sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço a figura dela
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança

Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.

Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar.
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero
Quero só pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar."

Alberto Caeiro


E eu penso sim e vou pensando e paro de pensar  e penso de novo e olho pra você e penso nos seus olhos e penso assim em você.

amar é pensar.E eu só penso, e eu só amo.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Eu preciso dizer

Alguma coisa bem dentro de mim me incomodou, hoje. Algum sentimento macabro que dormia, veio com tudo e nublou minhas pequenas alegrias.
Eu tenho tanto horror de me desvincilhar das pessoas que gostam de mim, odeio mentir, odeio ter essas desculpinhas idiotas para não ter intimidade, odeio ser tão escorregadia e platônica.

Eu queria de verdade ter feito as coisas de maneira diferente, mas é tão tarde, tão tarde. Deixa eu conviver com minha culpa, com a vida cobrando no meu reflexo o que eu perdi, deixa que eu veja nas fotos o que era pra ser meu e não é, deixe-me com o frio e com as suas palavras que lamentam.

Elas sofrem por você; por você ter passado por tudo aquilo sozinho, por ter me dedicado algumas frases lindas e afeição. Eu só queria que você soubesse que por trás dos meus silêncios sempre houve reciprocidade e, bom, o grande segredo que você nunca descobriu é que eu amo você.

Eu só amo.  Eu só me engano e lamento e tudo parece sem sentido, agora.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

KateNasheando.

Eu preciso escrever sobre o dia de ontem para não esquecer, para minha memória não pregar peças em mim e eu acabar com vários espaços vazios sobre o que aconteceu porque foi rápido demais, mas foi lindo.
Peguei o trem com meus amigos, fui até o Brás, de lá peguei o metrô e fui até a Barra Funda. Encontrei todos os mais lindos da minha vida e felizes, felizes, fomos até o Memorial da América Latina.
Tomamos umas brejas, fumamos alguns cigarros, e ficamos conversando. Percebi que a minha volta só tinha meninas e meninos 'descolados', casais 'hipsters'. Nunca tinha visto tantas ruivas em um show antes e cada uma com uma tonalidade diferente. Me deslumbrei e analisei qual das cores seria mais apropriada para a minha próxima experiência.
Você deve estar se perguntando então porque haviam tantas RUIVAS, e eu te respondo aqui e agora: ora, porque eu fui ao show da Kate Nash!
Lembra dela? Aquela moça lindinha que eu comecei a ouvir quando tinha dezesseis anos e me apaixonei. Comprei o primeiro cd  "Made of bricks" no dia do meu aniversário de dezessete anos e passei meses e meses enchendo o saco de todos a minha volta ouvindo aquela moça todos os dias. Me arrisco a dizer que aqui nesse blog há vários posts com letras de músicas dela, com sentimentos inspirados por ela, pela alegria doce que ela me trouxe em dias difíceis e em dias bonitos. E mais, me arrisco a dizer que se sou quem eu sou hoje, se penso, se escrevo da maneira que escrevo, se sinto o que sinto, foi porque ela me ajudou muito a ver o mundo com outros olhos.
Depois dos cigarros e cervejas entramos no Memorial e ficamos juntos do povão curtindo o Bonde do Rolê fazendo versões divertidas, mas um tanto quanto excêntricas, do  Cure. Cantei porque estava feliz e como era cedo ainda, fiquei imaginando se aguentaria até a entrada da minha musa.
Fomos nos mexendo e fomos chegando perto do palco, não tão perto agora mas esperando pelo momento certo de ir arriscar e chegar à tão sonhada grade.
A tal banda que metade da galera tava esperando pra ver chegou, eles cantavam bem, mas confesso que quase dormi e já não aguentava mais a música, o barulho, a caixa de som que estava perto de onde estávamos. E então, uma grata surpresa: participação especial do Marcelo Jeneci com a banda, tocando e encantando com sua sanfona e interpretando uma música do Cae. Jeneci é incrível e apesar de já desejar sentar no chão (mesmo sabendo que jamais conseguiria por causa da lotação) até arriscamos uns passos de dança. Fim do show da banda Magic Numbers e a galera foi se mexendo, alguns indo embora, nossa chance, então, de ir chegando mais próximos da grade.
O tempo de espera para o show da Kate, depois do show dos Magic Numbers, foi o pior. Eu já estava muito cansada, com dores em todas as partes do corpo, com fome, sede, querendo sentar e dormir, com a gastrite meio atacada de nervoso e uma leve náusea. A tontura também estava presente, um pouco de pânico por saber que se as vertigens viessem eu daria trabalho a todos meus amigos e eles não conseguiriam ver o tão aguardado show. Mas aí o apresentador do show veio e nós já sabíamos que ele iria apresentar ela e nos animamos. De repente o telão se encheu com fotos dela cantando tão linda, parecendo uma daquelas divas do cinema dos anos cinquenta. E aí, ela entrou no palco, cara. E a mágica aconteceu.
Eu fui esquecendo o quão cansada eu estava, a emoção foi absurda, eu queria pular e cantar e gritar com ela e saber que a gente finalmente tava cantando juntas, JUNTAS, de fato, me emocionou.
As músicas foram rolando e a cada brecha que percebíamos, íamos nos aproximando do palco e quando me dei conta, estávamos já o mais próximo da grade que podíamos e tão perto, tão perto dela que quando ela se aproximava da grade e da multidão para abraçá-los eu conseguia ver direitinho seu rosto. Era ela, de verdade. Tão branquinha, cheia de sardas, louca abraçando a multidão e conversando com a plateia olho no olho.
A cada vez que ela se aproximava da platéia, minha amiga me olhava em pânico porque estar tão perto da Kate deixava a gente em pânico, nervosas com aquela quebra fantástica da realidade. Quer dizer, a moça dos encartes dos meus discos, dos vídeos do youtube, a moça que escreveu a trilha sonora da minha vida desde os meus dezesseis anos, todas as fases complicadas da minha vida desde então, estava ali na nossa frente, cinco passos (preciosos passos) à nossa frente.
Chegou uma hora que a náusea estava imensa, era muita gente se espremendo, mas de certa forma consegui entender a fúria dos shows de hardcore naquela hora. Enquanto as músicas mais punks tocavam, e a gente pulava e se espremia e se empurrava, a gente alcançava uma certa libertação dos problemas.
Enfim, o show acabou com ela cantando minhas duas músicas favoritas do primeiro cd (we get on e birds) e consegui me desvencilhar do povo que se espremia e fui achar meus amigos  e conversar.
Foi naquele momento que percebi que uma parte da multidão que havia permanecido até o final estava nas grades e vi que minhas amigas me chamavam e percebi que a Kate deveria estar ali, então fui.
Ela estava à uns vinte passos da gente, e eu fui  a chamando, chamando, chamando até que ela se aproximou e parou na minha frente esperando pra ver o que a gente queria, da maneira mais fofa possível e eu segurei na mão dela e ela disse "thank you, thank you" e eu entrei em choque.

e estou em choque até agora. E é por isso que preciso escrever sobre o que aconteceu ontem, o medo de esquecer está grande. O saldo foi muito positivo, apesar das dores em todas as partes do corpo, da pressão que subiu de nervoso por  vê-la e  o enjoo na volta por causa do trem que se balançava, eu faria tudo novamente quantas vezes fosse possível só para vê-la de novo e segurar em sua mãozinha.


sábado, 15 de junho de 2013

A rua é a MAIOR arquibancada do BRASIL

A Sé é linda e ficou ainda mais bonita hoje com tanta gente LUTANDO



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pois os tempos estão mudando



Foram quatro protestos até o dia de hoje, sexta feira. Quatro dias em que o fogo da revolução nos queimou por dentro muito mais do que o gás de pimenta ou qualquer bomba de efeito moral do estado poderia nos queimar.
Meus olhos se enchem de lágrimas quando lembro e quando vejo aquelas MILHARES de almas decididas a lutar contra o sistema, decididas a barrar as impunidades e massacres feitos por esses que fingem que nos protegem e que nos representam.
Cães, porcos, fascistas, capachos da burguesia: O BRASIL ACORDOU!


O peito ontem angustiado por saber que você estava lá e eu não; por medo da repressão da polícia que poderia te pegar; por te imaginar caído, apanhando e sendo humilhado por aqueles porcos fascistas. Andei, andei sem ver direito, com meus pensamentos que não saiam de você.



“ideias são a prova de bala” já dizia o querido V

sábado, 8 de junho de 2013

A flor da mocidade consumi

É possível que o mundo pare por algum tempo no aguardo de grandes acontecimentos? Me sinto ultimamente como se estivesse em uma espera infinita pela próxima era, por uma próxima fase. Parece que tudo está em espera e às vezes confundo isso com uma regressão.
Obviamente, eu sempre soube que esse ano seria assim, como se dessa maneira houvesse um equilíbrio sendo restabelecido pelo universo  que já me deu agitação o suficiente no ano passado. 

Ando meio sem esperanças, pra ser sincera, e sem grandes alegrias.Mas acho que finjo bem o contrário já que todos me acham mais feliz do que  habitual e mais engraçada também. 

Ano passado eu me sentia ferida constantemente e com isso parecia sempre meio ranzinza perto dos meus amigos, esse ano  alguma coisa mudou e ando apática. A apatia à tristeza é o lado bom, o ruim é a apatia às alegrias, parece que isso me faz reagir de maneira contrária e  e me faz fingir que estou ótima, e sempre me vejo fazendo muitas piadas e sempre estou sorrindo e dando gargalhadas, fazendo os outros sorrirem das minhas brincadeiras, mas quando estou sozinha...

Quando me vejo sozinha, a tristeza me sufoca e percebo que sou o verdadeiro não-ser, a não-vontade, o não-desejo, sem perspectivas.

Estou velha demais para meus vinte e um anos. 


Preciso fugir do eu e do que faz de mim o que eu sou. 


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Escória.

Eu ouço você falar e sinto nojo dessa posição superior na qual o mundo te coloca e que você abraça  e engole com o peito aberto, com o sorriso nos olhos: superior, macho, heterossexual, branco.

Homem tão homem que vive ainda debaixo da saia da querida mãe, homem tão homem que reclama quando sua mulherzinha, que trabalha como LOUCA pra te sustentar, resolve não fazer a comida.

Você é tão macho que se sente no direito de dizer quando uma mulher deve ou não ter um filho e como ela deve reagir quando é estuprada: quando tem o corpo violado por HOMENS TÃO HOMENS quanto você.

Eu ouço você falar e fico sem argumentos e não é por FALTA dos mesmos. Não, não é. É pelo nojo de dividir a minha casa com gentinha do seu tipo.


Homem? Você acha que pode se considerar um HOMEM?  Acho que na verdade pode sim, essa palavra implica em tantas coisas ruins que não me surpreende que você seja UM HOMEM. Na verdade, a culpada sou eu por tentar conversar com um HOMEM feito você.

eu tenho nojo, muito nojo.

E é nessas horas que é bom não compartilhar NEM o mesmo sangue com você.

sábado, 1 de junho de 2013

Não, não importa.

And it doesn’t matter
How many colours I paint my nails
I still feel the same
And it doesn’t matter
How many times I change my clothes
I still feel the same
And it doesn’t matter
How much I stay indoors, leave the house
I still feel the same
And it doesn’t matter
How much I have to drink
I still feel the same
And it doesn’t matter
How loud I play my music
I still feel the same
And it doesn’t matter
What my good friends tell me
I still feel the same
And it doesn’t matter
How much I hurt myself
I still feel the same
And it doesn’t matter yeah
No, it doesn’t matter
‘Cause I still feel the same


o dia é seu, mas  não importa.  Não há um dia, desde que te conheci, que eu  não pense em você 


segunda-feira, 22 de abril de 2013

reprimindo

preciso ir a mais shows do the cure para finalmente chorar de maneira livre: como odeio essa sensação do choro preso na garganta e da vergonha de chorar.
Mesmo sozinha me envergonho, mesmo no escuro.

domingo, 21 de abril de 2013

meu amor, meu amigo.


Foi bom te ver ali, na catraca do metrô consolação me esperando. E te abraçar sentindo  as pernas trêmulas e com a vontade de chorar a flor da pele.Eu não sei direito o que colocar aqui nesse texto para deixá-lo fiel ao que eu senti, então apenas digo que por mim passava a vida toda abraçada a você. E esse amor é o maior amor que eu vou experimentar nessa vida, tenho certeza. 


domingo, 7 de abril de 2013

Água e Sal


Em um momento era a música preferida sendo cantada por milhares de pessoas, no outro era  apenas choro.

De onde veio tanto pranto? Qual parte de mim estava guardando tanta lamúria?

I find myself alone, alone, alone
Above a raging sea
That stole the only girl I loved
And drowned her deep inside of me



sábado, 30 de março de 2013

Todas as janelas fechadas



Eu queria sentar e escrever tudo sobre nós: nossas conversas, os nossos assuntos, os inúmeros apelidos, nossas brincadeiras, seu sorriso, sua tatuagem no peito, na barriga, no braço. Queria falar dos seus olhos que são os mais bonitos que já vi. Esses olhos, seu cabelo, meus sonhos e o teu cheiro. A sua touca.
Se eu falar de tudo isso, também terei de falar dos nossos piores momentos e das brigas que me dilaceraram. Sua personalidade inconstante: um dia me amava, no outro nem sabia quem eu era.  Seus olhos. Agora cruéis.
A reconciliação,  aquele misto de ódio e amor que eu sentia com as suas palavras de desculpas.  Conversando com cuidado, as palavras medidas diversas vezes antes de serem ditas... Agora não há mais apelidos, agora há precaução. Você não quer ficar longe de mim, eu sinto que você sente a falta que eu pensava ser só minha. Conversar  é hábito e me faz feliz, mas de repente você me quer pra você.
Insiste, me dedica afeto, me diz  todo o amor, me rouba a atenção, mas estou com tanto medo de você, de mais brigas, de mais desgaste.  Trancada no banheiro,  largada no canto chorando em desespero, joelhos no chão e vômitos provocados pela agonia,  aprendendo a fumar e a me entorpecer com bebidas e lágrimas. Não, bonito, não quero mais isso.. Não posso sair, não posso te ver, não dá, tenho outros compromissos, sim estou  tão ocupada.
Então o Rio de Janeiro e quem te impedirá de fumar e amar?  Mãos dadas, fotos bonitas, um chapéu boêmio, seu  novo caso de amor. E ela sorri com os olhos e os cabelos encaracolados são lindos e  vocês agora moram juntos.  Conversar  agora é  o que me ajuda a manter a sanidade.
Só aguento um mês de saudade antes de chegar implorando pela sua atenção. Alguem me diz que é obsessão,  o ano novo promete ser  ruim porque vai fazer um ano que te conheci e a cada dia que passa cada conversa, cada apelido, cada assunto, nossas brincadeiras, seu sorriso, sua tatuagem no peito e barriga e braço e seus olhos e seu cabelo e sua touca completam um ano. Um ano.
Eu penso e desespero por você, pelo bizarro, penso em morrer.  Olho-me no espelho do armário e a agonia volta. Meu reflexo chora.
Caí.
Por dias.
Semanas?
Você  ainda gosta de conversar,  e é gentil na maior parte do tempo, usa o apelido com ternura e é doce ver a sua doçura. Sua felicidade me machuca e  faz de mim egoísta. Agora eu te atinjo com a minha saudade e me sinto culpada por isso. Hoje eu sonhei com você e com o retrato pra Iaiá, eu sonhei com seu cheiro e com a sua touca que eu roubava pra sempre e guardava e guardo.
E guardo, bonito, e guardo.

domingo, 24 de março de 2013

Demolition Lovers

queria eu que a força da minha saudade te atingisse nesse exato momento e que seus pensamentos se voltassem para mim por um milésimo de segundo que seja.



I'll meet your eyes, I mean this forever.

sábado, 16 de março de 2013

Céu de baunilha

São cinco horas da manhã de um sábado e após assistir um filme, me dei conta de que não existe mais um futuro em comum para nós dois.

Fui eu quem te disse 'não'. Mais de uma vez. Umas três, no mínimo.


Agora, o mundo girou  e não restou mais nada.




quarta-feira, 6 de março de 2013

fluxo


Eu quero que você me machuque, bate em mim, me faz sofrer, eu quero ter marcas, eu quero sentir dor, eu quero mais desespero, eu não ligo, não ligo. ME HUMILHE, ME DIZ COMO SOU INADEQUADA, HORRÍVEL, CUSPA EM MIM, escarre. Escarre em mim. Eu não devia estar aqui, devia? Você se arrepende? Eu sei que sim, sou um produto vazio de uma sociedade nojenta, sou o que você não é, indigna, odiosa, reclamona, sensível de mais, chorona de mais, suicida de mais, dependente de mais, imatura de mais, eu não tenho mais  motivo pra ficar aqui. Eu sei.

terça-feira, 5 de março de 2013

A alegria NÃO voltou.


Me salva desse tédio, me mostra alguma coisa pelo que vale a pena viver.

Eu peço.

O calor, a infecção  Robert Plant, sobre a cama o 1984. O cabelo pingando pegajoso, hematomas na perna, sempre comendo unhas. Tire-me daqui, eu sei que não dá, que não é possível.  Cão preto, o lilás das paredes que eu não escolhi, o sol que não entra aqui, o ventilador ventilando, as roupas jogadas pelo quarto, a dor da infecção, o medo do médico, o choro que não vem mais, o corpo tenso, descuidado, apodrecendo.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Forever in debt to your priceless advice

Nesses dias esquisitos, eu ando tentando me agarrar às coisas que me emocionam. A sensação que eu tenho é de que você esteve ali esperando por esse momento,em alguma parte de mim, por todos esses anos, para aparecer e me colocar no eixo. Pra eu perceber e me emocionar com essa beleza doente que existe em você

encantada, encantada, encantada, kurt. Pra sempre em dívida ao seu inestimável conselho.

pra sempre.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

All in all is all we are


Eu ando fazendo tudo errado e não adianta me desculpar, não adianta ouvir desculpas, nada adianta.
Eu escrevi e te disse que a culpa é toda minha, pedi perdão, mas ao mesmo tempo em que eu te escrevo, que eu te quero bem... Eu não sinto nada.
De repente, não me faz diferença se tudo ficar como está ou se mudar... Na verdade eu gostaria de apenas não me cansar mais pensando em como deixar tudo bem, então seria mais fácil se ignorássemos tudo isso. Porque... qual diferença vai fazer? Mais dias iguais aos outros? Não há mais nada que possa me fazer feliz aí. De que me adianta?

Achei o meteoro que caiu na Rússia, há alguns dias, muito bonito. Na verdade, ele me pareceu a única coisa bonita desses dois meses de dois mil e treze. 


"I wish I was like you
Easily amused"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

High and dry


Estou tendo notícias ruins todos os dias. Sinto-me como se o mundo inteiro estivesse conspirando para que eu perca a cabeça.
É  o emprego que depende da nova prefeitura e ela nos trata com um descaso absurdo, brincando com nossas vidas como se não houvesse contas a pagar, como se não dependêssemos desse emprego para conseguir terminar a faculdade, que por sinal aumenta a mensalidade todos os anos e eu já estou pagando uns cem reais a mais do que quando comecei.
São essas contas que vão crescendo, crescendo, crescendo e me fazem desejar vender a alma, porque ouvi dizer que ao fazer isso os problemas se resolvem.
É  o tédio de ficar a espera de alguma notícia dentro dessa casa. Olhando para minha varanda e vendo o tempo passar, o tempo morrer e eu morrer junto com ele.
O cheiro do desemprego me enoja,  a inércia de não ter dinheiro para comprar uma bala na padaria, de não ter dinheiro para pegar ônibus, que por sinal também aumentou o preço, essa inércia, ela quase me mata.
Nesse emaranhado de preocupações me vejo metida em situações nas quais amigos me dizem coisas horrorosas, me acusam de ser egoísta e de não saber lidar com a vida paralela de ninguém. Após todas as acusações, vem as desculpas e, infelizmente, após as desculpas não vem o esquecimento, então, as palavras ditas ficam indo e vindo à minha cabeça e ferindo e magoando cada vez mais a ferida aberta.
E aí, quando penso em fazer alguma besteira, quando me vejo sem perspectivas nessa vida MAIS UMA VEZ, você surge como por mágica  ou como se houvesse escutado meu pedido de ajuda. Você me diz para ter calma,  diz que as coisas ruins quando vêm, não vêm sozinhas mesmo e que eu tenho que encarar tudo com tranquilidade. O engraçado é que  eu  realmente me  sinto  melhor e isso acontece porque você me diz para me acalmar.Fico pensando que me tornei um  ‘capacho’ das suas vontades, tamanho é o seu poder sobre mim.
Você me diz que se vejo a vida passar pela janela, então devo fazer alguma coisa nova dentro de casa, para me distrair. Você, então,  me dá sugestões de meditação e  eu digo que ando tentando o incenso, você se assusta e diz que sugerir o incenso estava na ponta da língua (ou dos dedos, nesse caso em particular) e acha engraçado essa coincidência. Mesmo que,  para mim, isso soa como a nossa ligação bizarra se fazendo presente, decido não dizer nada sobre ela, deixo você achando que é pura coincidência mesmo.
‘Radiohead é bom’, você fala e  também me pede para  não fazer nenhuma besteira. Eu quero te dizer que hoje não vou fazer nada porque de alguma maneira,que só o universo poderia explicar, você me salvou. As palavras ficam congeladas em meus dedos e a coragem de dizer some, de modo que penso em terminar o texto que estava fazendo antes de você me chamar, e colocar cada uma dessas palavras não ditas nele para não morrer sufocada.
O texto que eu escrevia era só pra relatar como esses dias têm sido tristes, tediosos  e era pra provar a mim mesma que eu conseguiria escrever algo bom sem precisar mencionar você. Bom, falhei miseravelmente. Você simplesmente está em todos os lugares.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

De repente, o fim acontece.

Tive sonhos infernais, um pior do que o outro, vários retratos dentro da minha mente do final dessa bonita história que vivemos.

Acordei, eram onze da manhã. A primeira coisa que eu fiz  foi me lamentar por ter vivido tão pouco algo que me fez tão bem e saber que o fim é irreversível e que o tempo foi destruindo algo que tínhamos de muito bonito.

O tempo destrói TUDO.




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

How I wish...

Você é uma parte da minha vida com a qual eu não sei lidar. Eu não consigo absolutamente ignorar, e também não consigo conviver.

Aquele lance de definição que conversamos ontem se aplica no seu caso, eu não consigo definir o que você é pra mim então não sei como te tratar, como te encaixar em meus dias... Algum dia isso vai soar natural?

 Lembro-me muito bem que o natural para mim era me sentir atraída por você por causa da beleza do seu rosto e corpo e aí de repente, não mais que de repente, o corpo ou a beleza física não importavam mais e  me arrisco a dizer que já não te acho mais tão bonito como achava antes.

Entretanto, na mesma proporção em que não te achava mais tão atraente, a beleza simplesmente parou de importar para mim e quando me dei conta de que isso havia acontecido, a preocupação cresceu. Porque de repente o que você tinha a me dizer passou a me interessar mais do que  a sua aparência interessava. E seus argumentos, sua natureza louca, suas repentinas mudanças de humor me enfraqueceram, me debilitaram, me deixaram assim : absolutamente sua refém.

E quando digo isso, não quero soar clichê e aparentar  estar apaixonadinha e blablabla...A pura verdade é que sou refém do que você é e não no sentido romântico.  É como se houvesse alguma corda me ligando ao seu ser. Eu me apaixono e desapaixono por muitos moços e moças por aí e me encanto por todos sem restrições, mas eu continuo ligada a sua existência. É quase como uma responsabilidade, e eu não me sinto capaz de te deixar completamente.

E porque aquela atração toda virou esse afeto? Por que não pode ser mais simples de categorizar e  te colocar num espaço reservado para amigos ou num espaço reservado para  o amor? Por que eu simplesmente não consigo te ver em nenhum desses espaços?

Você tem que ficar nesse lugar que ninguém mais vai ocupar, nesse  que eu posso chamar de 'o bizarro'  e que você chama de ' o sobrenatural'. Um encontro de almas que tinha que acontecer. Esse sentimento sobrenatural que eu simplesmente sempre vou ter por você em todas as vidas que eu viver.

Isso não me faz mais sofrer, mas eu também parei de lutar contra. Me resignei a ter essa corda laçada em minha cintura e presa em outra alma que está por aí, andando por esse velho universo, sujeita a tudo.


domingo, 27 de janeiro de 2013

universo pregando peças

Eu tenho tudo memorizado. Tenho as datas, as palavras ditas, as músicas ouvidas, os sentimentos sentidos. Já se passaram  mais de trezentos e sessenta e cinco dias dessa ânsia e, de certa forma, obsessão por alguém.

"acho que nunca deu certo porque não era pra ser..."

Eu sei, bonito. Eu sei bem! Confesso que gostaria de dizer um adeus sincero, mas...

sábado, 19 de janeiro de 2013

i've been waiting for a guide to come and take me by the hand

É só uma sensação de não estar pronta para o que o mundo espera de mim. Eu não quero reclamar, mas o sentido acabou, o motivo acabou, as frágeis linhas que me prendiam à esperança acabaram e não me resta nada.
Não há perspectiva. Não sinto vontade de beber uma cerveja gelada num bar, de dançar novos baianos em algum boteco, de ter uma família, de ter filhos, de ter uma casa, de ter amigos, de ler livros, de ir a shows, de discutir, de trepar, de vomitar...Eu ultimamente não quero nem mais chorar.


As vertigens continuam, o remédio me causa euforia e um pouco de depressão, a alegria foi embora e o remédio... ah o remédio...



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dear Prudence...





 won't you come out to play
Dear Prudence, greet the brand new day
The sun is up, the sky is blue
It's beautiful and so are you
Dear Prudence won't you come out and play?





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

You look so tired and unhappy

Ataques de melancolia têm que parar. Na sexta, eu desejei morrer e no sábado eu quase morri. Enquanto meu coração parava, enquanto tudo desaparecia eu tive tanto medo.
Enquanto alguns se apressavam no corredor para me ajudar, naquele milésimo de segundo, eu vi o rosto de algumas pessoas na minha cabeça e eu as vi sorrindo. E foi triste, foi triste pensar em não me despedir.

Eu nunca vou ter o suficiente delas, eu nunca vou ter o suficiente de tudo isso, eu nunca vou saber me despedir.

estou sufocando.

This is my final fit, my final bellyache with





sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O princípio do fim

A raiva não me faz pensar com o cérebro. Ela me faz pensar com a língua, com as mãos fechadas, com o coração apertado.






Eu esperava que as pessoas demorassem um pouquinho mais para se vender, vender seus ideais e suas paixões. Eu esperava que isso fosse acontecer daqui uns vinte anos, eu esperava ter mais tempo com cada uma. Mais uma vez, porém, o destino me dá a sua rasteira e o fim se apresenta muito rápido.


rápido, rápido, rápido. Foi, foi embora.